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Latifundiário boliviano processado por
participar de atentado que explodiu gasoduto na região
de Tarija
O
governo da Bolívia entrou na última segunda-feira com uma ação penal
contra Branco Marinkovic, o fascista que encabeça a União Cívica de
Santa Cruz, pela sua participação no atentado terrorista ao gasoduto na
região de Tarija, no sul do país, responsável pelo transporte do gás que
é exportado para o Brasil.
O ministro do interior, Alfredo Rada, revelou em coletiva
de imprensa que “um outro integrante dos ‘cívicos’ de Tarija, o senhor
Domingo Moreno o acusou de ter sido quem, num pequeno avião, trasladou
dinamite ao Chaco, que se utilizou no atentado ao gasoduto, fato que o
está implicando materialmente no crime, não só ideologicamente” .
Marinkovic é um dos maiores produtores de óleos de soja e
girassol da região e também um dos maiores latifundiários da Bolívia. De
sua produção, 80% iam para os Estados Unidos e os 20% que ficavam na
Bolívia eram vendidos a um preço 68% maior do que o comercializado nos
EUA. Realidade que mudou quando Morales determinou limites à exportação
para garantir o acesso ao óleo pelos bolivianos. Responde também a
processos por apropriação indébita de propriedades, uma delas é área de
14.000 hectares, pertencente a famílias indígenas. Os “cívicos” reagiram
ao fim da impunidade que detinham nos governos anteriores.
Um prejuízo econômico de mais de 200 milhões de dólares
resultou da ocupação violenta de instituições do Estado, do atentado ao
gasoduto e o bloqueio de estradas no leste e sul da Bolívia, realizados
entre 25 de agosto e 17 de setembro, por convocatória dos prefeitos
separatistas que se juntam no denominado Conselho Nacional Democrático (Conalde).
A explosão no Gasoduto Yacuiba - Rio Grande (GASYRG), que
afetou diretamente a provisão de gás natural para o mercado interno e a
exportação, cujo dano foi quantificado em mais de 100 milhões de
dólares, foi provocada em 10 de novembro.
O Serviço de Impostos Nacionais (SIN) denunciou um prejuízo
econômico de 2.2 milhões de dólares por causa de ataques a sua
infra-estrutura em Santa Cruz, donde os cívicos e a organização fascista
União Juvenil Cruceñista roubaram equipamentos informáticos,
documentação dos contribuintes e móveis material.
Carlos Rodas, Carlos Zeballos e Felipe Nossar, também
participantes do atentado ao gasoduto, e parte do grupo de Bayard, foram
detidos e levados a La Paz. |