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Cindy Sheeran defende
que governo de Obama inicie diálogo com Cuba para acabar embargo
A norte-americana Cindy
Sheehan, mãe de um soldado morto no Iraque que se transformou em símbolo da
luta contra a guerra, expressou ao presidente eleito Barack Obama que o povo
de seu país espera e pede que ele “rompa com as políticas do passado,
incluída a instalação de ditaduras em outros países, as campanhas de
invasão, terror e difamação, a tortura e a ocupação”.
O próximo chefe da Casa Branca
“tem a oportunidade única de fazê-lo”, assinalou Sheehan, em manifesto
difundido em Havana, Cuba, onde a ativista participou de um foro sobre
direitos humanos.
Obama “pode estender pontes de
paz e justiça com dignidade e respeito” para o terceiro mundo, acrescentou o
documento, que também foi subscrito por outros três estadunidenses que
participaram no encontro, a ex-deputada democrata pela Geórgia, Cynthia
McKinney; o sociólogo da Universidade de Novo México, especialista em
assuntos cubanos, Nelson Valdés, e o documentarista e comentarista de rádio
Saúl Landau.
“Instamos o presidente eleito
a que encaminhe os Estados Unidos de maneira clara em direção à fraternidade
mundial, ao invocar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, rechaçar a
tortura e o terrorismo e o demonstrar com o fechamento e evacuação de
Guantánamo e a devolução a Cuba do patrimônio que lhe corresponde por
direito próprio”, diz a declaração, que também exigiu o fim do bloqueio
econômico contra a ilha, segundo informações da Telesul.
Depois que seu filho Casey, de
24 anos, morreu numa emboscada no Iraque em 2004, Sheehan se tornou uma
combativa opositora da política belicista de George W. Bush.
Falando na capital com
jornalistas, Cindy avaliou que quando assumir o próximo governo em
Washington seria o “momento adequado” para um diálogo entre Cuba e Estados
Unidos, questão em relação à qual já têm se manifestado favoravelmente tanto
Obama como o presidente Raúl Castro. O diálogo ajudaria a eliminar o
embargo”, acrescentou Sheehan.
Obama também se declarou a
favor de liberar as viagens à ilha dos cubanos que vivem nos Estados Unidos,
assim como o envio de remessas a seus familiares, o que foi reduzido a sua
mínima expressão por Bush em 2004. |