Criativo como, cara pálida? 

O jornalista e escritor Flávio Paiva, do qual já reproduzimos “O direito do autor no mercado digital” (HP, 11/01/2008), publicou recentemente no “Diário do Nordeste”, de Fortaleza, o artigo que transcrevemos nesta página. Com profundidade e lucidez, Flávio aborda a tentativa de despojar os autores de obras literárias e artísticas dos direitos sobre o que produzem, tentativa esta que o Ministério da Cultura incorporou em suas diretrizes, com apoio explícito à entidade norte-americana “Creative Commons” .

“As leis que antes protegiam os autores passariam no novo cenário a proteger as corporações que vendem conteúdos financiados por publicidade e cessão de cadastros de usuários (….). Resolver os problemas de lucro pagando baixos salários e contratando mão-de-obra semi-escrava na periferia global é um modelo incorporado ao estágio de irrealidade capitalista que estourou juntamente com a bolha do sistema financeiro”, observa o autor. Especificamente sobre a Creative Commons, Flávio nota que a suposta democratização proposta por ela é sustentada pela Fundação Rockefeller, isto é, pelos mais notórios monopolistas que existem no mundo. Nas palavras de Flávio Paiva, “a Fundação Rockefeller tem ‘know how’ de sobra para estimular concretamente conceitos como o do Creative Commons que ao promover a desapropriação dos autores por asfixia do discurso ‘politicamente correto’, favorece a concentração do poder econômico da venda e distribuição de obras”

C.L. 

FLÁVIO PAIVA 

Desde que o Ministério da Cultura colocou em suas diretrizes estratégicas (2005) que implantaria no Brasil a gestão de licenciamento de música através de “creative commons”, que procuro descobrir o que significaria mesmo essa decisão tão contundente e apressada do Minc. Em 2007, cheguei a uma primeira conclusão de que por trás de tudo isso há, na verdade, uma guerra entre dois sistemas econômicos de exploração de conteúdos e que, nessa disputa, os autores estão sendo ameaçados de desapropriação. Em artigo intitulado “O direito de autor no mercado digital” (DN, 08/11/2007) escrevi que as obras autorais passaram a ser o pau-brasil, a cana-de-açúcar, o ouro e a prata, enfim, o bem mais valioso da economia da era das navegações virtuais.

Para legitimar a sua decisão o Minc criou alguns fóruns de debates e saiu pelo Brasil tentando validar o que chama de “acesso à cultura e novas tecnologias” na “proteção da diversidade cultural”. Mas nada de esclarecer qual é mesmo o propósito da ONG norte-americana Creative Commons, que, sob um discurso humanitário de igualdade, lançou em 2002 um projeto mundial de gestão de Direitos Autorais, baseado na indução dos autores a renunciarem publicamente, no todo ou em parte, a direitos que lhes são conferidos por lei, em nome da linha evolutiva da condição humana e do progresso contínuo das ciências e das artes. Como não se sabe quem bancou a estruturação dessa entidade, fica no ar a desconfiança se ela não poderia ser um instrumento “laranja” dos novos mercadores de conteúdos, tais como Microsoft, Google e Yahoo, para obtenção gratuita de matéria-prima para seus negócios.

O discurso do CC se coaduna com as argumentações que levaram a Unesco, órgão das Nações Unidas que trata da cultura no mundo, a partir dos interesses políticos e econômicos do G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), a mudar de posição com relação ao Direito de Autor, na Convenção da Diversidade Cultural (2005). Assim, em benefício da livre concorrência, mas em nome da “função social” da propriedade intelectual, o patrimônio imaterial dos povos deve ser regido por um marco jurídico focado no “acesso eqüitativo às expressões culturais” e na “abertura às culturas do mundo”. Nada disso me é estranho, pois na lógica mais primitiva do capitalismo toda produção só tem sentido se gerar lucro, de preferência lucro fácil, sempre em cima dos elos mais fracos da cadeia sócio-econômica.

As leis que antes protegiam os autores passariam no novo cenário a proteger as corporações que vendem conteúdos financiados por publicidade e cessão de cadastros de usuários, diante da “ganância” dos autores que insistem em receber pelo seu trabalho. Resolver os problemas de lucro pagando baixos salários e contratando mão-de-obra semi-escrava na periferia global é um modelo incorporado ao estágio de irrealidade capitalista que estourou juntamente com a bolha do sistema financeiro. O saque de ativos imateriais é um dos pontos de sobrevivência e de crescimento do pós-neoliberalismo. Essa foi uma segunda conclusão a que cheguei, depois de ler o livro “Direito Autoral – Paradoxos e Contribuições para a Revisão da Tecnologia Jurídica no Século XXI” (Campus, já com data de 2009), da advogada e professora da PUC/SP, Alessandra Tridente, que adquiri no dia em que fui assistir ao debate “Diversidade Cultural e Direito Autoral”, no Seminário Internacional sobre Direito Autoral, realizado pelo Ministério da Cultura de 26 a 28 de novembro, em Fortaleza.

O livro de Alessandra, por sua coerência com a defesa de desapropriação do Direito de Autor, mais parece uma peça da vulgata das corporações transnacionais pela exploração a baixo custo do mercado de conteúdos no mundo. Valendo-se da visão romântica de que a Internet e as novas tecnologias digitais são por si democráticas, ela apresenta como paradoxos do D.A., uma série de simulações do jogo de simultaneidades na condução do seu propósito de conservar os fundamentos ideológicos de um modelo econômico que está em crise. Pelo seu raciocínio a compreensão de Direito de Autor deveria recuar ao período que antecede o lançamento das bases humanistas no Ocidente (século XVIII) o que facilitaria os avanços hegemônicos na atual transição de mercado, quando a idéia de produto passa a assumir o conceito de serviço.

A gestão por processos colaborativos, mesmo quando arranhada pela melhoria do software de código aberto, está no âmago do mercado de serviços de softwares e de transmissão de texto, voz e vídeo na Internet. É dentro desse escopo que o senso estadunidense de que tudo é mercadoria, criou o “Creative Commons”, como recurso de desapropriação de “bens que qualquer pessoa tem o direito de utilizar sem precisar antes obter a permissão de ninguém”. Não fosse com a intenção de liberar suprimentos gratuitos para o comércio de conteúdos, não teria sentido esses ataques feitos aos Direitos de Autor, pois, não sendo com objetivo de lucro nem de fortalecimento de imagem corporativa e institucional, isso já é um direito de todos. A questão da oportunidade de acesso mútuo entre autores e usuários de cultura é um velho problema que passa, aí sim, por truste, dumping e por outras práticas econômicas desleais.

Lançar mão do comportamento colaborativo do consumidor e sua atuação em redes sociais é uma maneira inteligente das corporações fazerem crescer seus novos modelos de negócios, reduzindo custos, inovando com baixo investimento, intensificando a produtividade sem pagar salários e aumentando a lucratividade. Valem-se para isso de ações de advocacy e da força de entidades multilaterais para conquistar as alterações que precisam promover em marcos legais, de forma a reconfigurar a cadeia de valor, conforme os seus interesses. Em grau de relevância, pode-se dizer que os processos colaborativos estão para a velocidade e para a escala da evolução dos novos segmentos do mercado de conteúdos, como a linha de montagem esteve para a indústria automobilística nas primeiras décadas do século XX.

Ao argumentar que a globalização tornou os direitos de propriedade intelectual um tópico relevante do debate supranacional, Alessandra Tridente faz referências de cumplicidade e admiração ao pensamento de Allan Greenspan, ao valorizar suas afirmações quanto ao esclarecimento das normas de propriedade intelectual como o tema jurídico mais relevante dos próximos 25 anos. Greenspan é o ex-diretor do FED, o banco central dos Estados Unidos, que foi considerado, inclusive por ele mesmo, o principal responsável pelo relaxamento excessivo do controle do sistema financeiro, que permitiu a criação da bolha de dinheiro magnético que, ao explodir, provocou a implosão do neoliberalismo.

Embora sem fazer uma clara distinção entre Propriedade Intelectual e Direito de Autor, Alessandra apresenta bons argumentos quanto enxerga diferença entre a produção intelectual funcional, como os bens de informática, da criação de caráter estético, como as obras artísticas e literárias. Esse me parece ser o ponto-chave do debate. Programas de computadores, criação de softwares, esquematização de processos e bancos de dados, estariam, e eu concordo com a autora, mais coerentes na discussão de Propriedade Intelectual aplicada ao direito industrial e tecnológico. O Direito de Autor deveria realmente ser restrito a arte e a literatura por não, necessariamente, precisar ter vínculos com o mercado para cumprir a sua função.

A intenção de criação de um novo “software”, do “design” de um sapato e de um “jingle” têm em comum um sentido funcional, quer seja produzido de forma independente ou sob contrato de trabalho. Não é à toa que todos estão grafados com termos impostos pela língua do país que tem o domínio da tecnologia. O que a variante pós-neoliberal resistente às mudanças que estão se processando no mundo está fazendo é se aproveitando da falta de clareza entre o exercício intelectual no desenvolvimento dessas criações e a criação literária, artística e de parte da produção científica, para colocar tudo no mesmo escopo do Direito de Autor. É mais ou menos o que foi feito com a constituição do Terceiro Setor, que diluiu o poder político das ONGs no caldeirão sujo das falsas filantropias.

O que torna discursos como o do Creative Commons sedutores são os aspectos de voluntariado e de libertação contra a injustiça social do patrimonialismo excessivo. Sem deixar claro que sua ação não atinge “alguns patrimônios reservados”, nem que está atrelada a qualquer ideologia, essa fala impressiona. Colocada como oriunda de uma entidade “sem fins lucrativos”, que tudo o que faz é “gratuito” e “colaborativo”, em favor da “transformação de direitos privados em bens públicos”, ela toca facilmente os ouvidos de uma sociedade aflita por não conseguir enxergar horizontes coletivos felizes nas fronteiras do aquecimento global e da seguridade social. Nesse arremesso catártico quem cai na rede é peixe.

O mesmo dogma político-econômico que forjou a noção de que a visibilidade pessoal é uma meta de vida contemporânea, aproveita a semeadura das afinidades por grife do “individualismo tribal”, para ofertar ferramentas “dadivosas” na luta pela conquista de espaços, nos quais os “limites artificiais” do Direito de Autor são apontados como barreiras a serem detonadas por uma espécie de tropa de elite da era digital. Assim como nas legiões estrangeiras do século XIX, compostas por todo tipo de degredados, recrutados para defender os interesses dos países europeus em suas colônias, no exército de internautas, formado, sobretudo, por jovens submetidos a perversas situações de inutilidade, também não é cobrado origem, religião, cor ou classe social, para, em troca de algum sentido para a vida, sair aniquilando autores de cujas obras sequer tiveram a chance de se emocionar.

O lema de motivação dos novos legionários é a luta pela cultura livre, pelo direito de todos serem autores e de poderem ser donos de um veículo de comunicação. Em tese, é uma causa inquestionável. No entanto, a dura realidade alerta que essa movimentação toda não tem o propósito tão grandioso que aparenta. Até Alessandra Tridente, que escreveu o livro “Direito Autoral”, alinhada com o pensamento pós-neoliberal, reconhece timidamente que isso não é possível: “As novas tecnologias não têm o condão de dotar os indivíduos de repentino talento, mas elas permitem que pessoas talentosas que antes não podiam transpor as barreiras de acesso ao mercado criativo tenham agora condição de nele ingressar”. A ressalva da autora não considera os motivos não revelados que estão por trás desse discurso de realização pessoal.

A partir de uma dica do leitor Tiago Company (que respondeu aos argumentos da primeira parte deste artigo, postada no portal Cultura e Mercado) de que todo o conceito do Creative Commons seria financiado pela Fundação Rockefeller, pedi socorro ao professor Wander Nunes Frota, da UFPI, autor do livro “Auxílio Luxuoso – samba símbolo nacional, geração Noel Rosa e indústria cultural” (Annablume, 2003), para que ele me ajudasse a descobrir se havia ou não fundamento nesse suposto vínculo. O meu interesse em conhecer o financiador da criação do conceito do “Criative Commons” está dentro da noção de compreensão da gênese das doutrinas na estrutura da vida social e como elas se desenvolvem para sempre proporem mudanças que garantam a permanência do que está estabelecido.

A verdade é que é mesmo a Rockefeller que está na base de patrocínio das iniciativas da CC. No seu Relatório Anual de 2005 consta uma doação de US$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil dólares) para custear a “sustentabilidade organizacional” do Creative Commons. Consta também que essa linha de trabalho da Fundação Rockefeller, voltada para a “propriedade intelectual”, financia também grupos como “Public Knowledge” [Conhecimento Público] e “The Future of Music Coalition” [Coalizão para o Futuro da Música]. Não é, portanto, gente que está para brincadeira. A experiência de construção de monopólios do grupo Rockefeller vem do século XIX, quando, por meio da Standart Oil, atualmente a Exxon, que no Brasil conhecemos como a Esso dos postos de gasolina, tem sido associada a toda sorte de artifícios de concorrência desleal.

A história do grupo Rockefeller é permeada por acusações de chantagem, suborno, sabotagem, coação e outros truques da guerra comercial suja, utilizados para alijar concorrentes. A petroleira norte-americana tornou-se símbolo de truste, situação em que uma corporação controla o maior número necessário de elos da cadeia produtiva, especialmente os canais de produção e distribuição, de modo a ter total controle do mercado. Na última década, a Exxon tornou-se conhecida por subvencionar centros de “pesquisa” de propaganda e divulgação do ideário neoliberal, segundo o qual “todos os sistemas restritivos deveriam ser afastados para que a livre concorrência criasse riqueza para todos”. Quer dizer, a Fundação Rockefeller tem “know how” de sobra para estimular concretamente conceitos como o do Creative Commons que ao promover a desapropriação dos autores por asfixia do discurso “politicamente correto”, favorece a concentração do poder econômico da venda e distribuição de obras.

Diante dessa complexidade o Ministério da Cultura vem tratando a questão do Direito Autoral a partir do novo marco legal e institucional criado pela Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovado pela Unesco em 2005. A despeito dos conflitos internos entre os países que controlam as decisões das Nações Unidas, o antropólogo Felipe Lindoso, autor do livro “O Brasil pode ser um país de leitores” (Summus, 2004), considera esse tratado um avanço, pois permite o estabelecimento de medidas regulatórias específicas de proteção e de promoção da produção cultural de cada país, o que, concordo com ele, é uma forma de vincular a cultura ao desenvolvimento.

Na fala que apresentou dia 28/11/2008, em Fortaleza, como parte das exposições feitas no fórum de Direitos Autorais, realizado pelo Minc, o coordenador de D.A. do ministério, Marcos Alves de Souza, chamou a atenção para o fato de os direitos autorais estarem na base de toda a cadeia sócio-econômica da cultura, mas, por sua natureza e definição, são integrantes do patrimônio cultural comum da humanidade. Saindo da realidade objetiva, esse argumento se aproxima bastante dos discursos de defesa da internacionalização da Amazônia. Em ilustração quase contraditória, ele menciona que na Convenção da Diversidade os direitos de autor foram tratados “enquanto ativos econômicos e enquanto portadores de identidades, valores e significados”.


Primeira Página

 

Página 2

Vale propõe “flexibilizar” direitos manipulando crise como pretexto

CUT: “Vale usa clima de temor contra trabalhadores”

Saída para evitar desemprego na Vale é a sua reestatização

Parlamentares denunciam “oportunismo” de Agnelli

No Dia do Marinheiro, Lula destaca a construção do submarino nuclear

Dilma pede a prefeitos do PT que impulsionem PAC

Transpetro inicia segunda etapa de ampliação da frota

EXPEDIENTE

Página 3

Medidas visam ampliar consumo e monopólios advogam arrocho

Popularidade de Lula bate recorde, diz CNT/Sensus

Requião: “Copom mantém o maior juro do planeta Terra

Serra critica juro alto em seminário do governo do Paraná

Dantas caluniou e ameaçou juíza que o contrariou

Para Cabral, Geddel é bom vice para Dilma

Garibaldi comunica ao PMDB sua candidatura à Presidência do Senado

Página 4

Gaudenzi: Vender os aeroportos põe em risco integração do país

O templo e os seus segredos sujos - final

Moradores de Paraisópolis elegem nova diretoria com 81% dos votos

Petroleiros fazem greve para exigir suspensão da 10ª Rodada da ANP

Diretores da TAM indiciados por queda do Airbus em Congonhas

CARTAS

Página 5

Luiz Dulci: “Para enfrentar a crise é preciso mais Estado”

Belluzzo defende Banco do Sul e a construção de um novo sistema econômico para a região

Automobilística estrangeira demite 227 funcionários após conceder férias coletivas 

Força Sindical: Governo de SP quer retirar direitos dos trabalhadores

Cielo vence três provas e garante vaga no mundial

Muller e os seus desafios

Deputados aprovam projeto que revoga lei da mordaça

 

 

Página 6

Ex-presidente da Nasdaq pego em fraude de US$ 50 bilhões

Prefeitura de Amsterdã fecha lojas de maconha e vitrines de prostituição

Grécia: 2ª semana de atos e choques com a polícia pela saída de Karamanlis

Trabalhadores protestam em 108 cidades contra agressão de Berlusconi aos direitos trabalhistas

Raul e Chávez firmam 173 acordos

Chávez afirma que agora “há vento a favor” para relação com os EUA

Odebrecht x Equador e a mídia monopolista

 

 

Página 7

Iraquianos festejam nas ruas sapatada em Bush

Udai Al Zaidi: “Milhões no mundo querem fazer o que Muntadar fez”

Mais de 200 advogados do Iraque e EUA se prontificam a defender o repórter Al Zaidi

Rumsfeld é responsável pelas torturas em Abu Graib e Guantánamo, diz Comissão do Senado

Cindy Sheeran defende que governo de Obama inicie diálogo com Cuba para acabar embargo

Estatização das montadoras pelo bem dos EUA e do mundo

 

Página 8

Criativo como, cara pálida? 

Leia

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar

Remessas de lucros sangram o Brasil e corroem o equilíbrio das contas externas

Governo desautoriza a ANP e suspende leilão das áreas petrolíferas

Queiroz deixa o caso Dantas, mas PF põe 50 agentes na equipe

Lula diz para Queiroz não fraquejar e ir até o fim no caso Dantas

Presidente do STF solta duas vezes o ladrão que tentou subornar delegado

Prisão do amigo Dantas pela PF agita os arraiais do PSDB e Dem

Memorando da Alstom documenta partilha do suborno a PSDB de SP

Alta dos alimentos e petróleo é criada por bancos que perderam com imóveis nos EUA

Lero-lero inflacionário da oposição não afeta popularidade de Lula

Manchetes contra o PAC são conversa de pescador, afirma Lula

PSDB rifa Kassab a pedido de Serra

Nossa carga tributária é inferior à da Itália, Alemanha, Inglaterra, França, Holanda, etc...

Jornalistas rejeitam o PL-29 por entregar TV ao oligopólio externo

Câmara derrota 159 sovinas e aprova os 10 bilhões da Saúde

Serra abafa a CPI do Geralstom na Assembléia de SP

Mobilização pelas 40 horas chega ao Congresso Nacional

Abin e Incra alertam: a Amazônia está sob invasão estrangeira

Trabalhadores nas ruas: Está na hora de ‘dividir o bolo’!

Meirelles açula expectativa de inflação para o BC elevar juros

Oposição apressa o fim da CPI para livrar o rabo de Álvaro Dias

Fiasco de empresas aéreas pode obrigar Brasil a criar estatal

Meirelles abre guerra contra a proposta do governo para conter a escalada dos juros

‘Elevar superávit para segurar juros’ parou o Brasil em 2005-2006

Oposição desiste de responsabilizar Dilma por dossiê que Álvaro Dias plantou na Veja

Projeto pró-controle externo da TV paga vai à votação dia 7

1º de Maio reforça a unidade entre os trabalhadores e Lula

BC quer usar juro para bloquear investimento estatal e derrubar PAC

Quércia dá guinada a estibordo e fecha com Serra e Kassab

Descoberta do pré-sal pede uma Nova Lei do Petróleo, afirma Lobão

Ou o Brasil acaba com Meirelles ou o BC acaba com o Brasil

Lula: “quem acha bom subir agora os juros é louco”

Para Delfim, ameaça de elevar os juros é terrorismo do Copom

Prócer tucano plantou na ‘Veja’ dossiê sobre gasto sigiloso de FHC

FHC não explica compra de pênis de borracha com verbas sigilosas

BC quer elevar juros para ver se derruba popularidade de Lula

Veto federal a tarifas de escorcha derruba privatização da Cesp

S. Paulo unânime pede a suspensão do leilão da Cesp

Ações na Justiça pedem suspensão do leilão da Cesp

Berzoini quer Quércia como vice de Marta

Senado murcha a bola da oposição e volta a trabalhar

Bush veta lei que proíbe tortura de presos políticos

Privatização da CTEEP provoca apagão em SP

Lula desentoca o tatu: “oposição não aceita que pobre tenha vez”

Juiz que botou a mãe na zona lustra STF com sua sapiência

Juiz afronta o Direito e autoriza imprensa a difamar impunemente

Fidel: “Preparar Cuba para minha ausência é o meu maior dever”

Lula e trabalhadores unidos para manter Brasil no rumo certo

Dama do esgoto move processos para calar Nassif

Nova liminar susta a privatização da Cesp

Governo protocola a CPI e deixa oposição pendurada na tapioca

Brasil pagou em 2007 24,4 bi além da meta do superávit primário

Brasil tem recorde de remessa de lucros e investimento dos EUA

Lula tinha razões para comparar a reunião de ministros à Santa Ceia

Edgarzinho do bingo exuma censura para se vingar de Requião

Lula diz em Cuba que falta competência aos EUA para dar palpite sobre país dos outros

‘Corte só no superávit primário’, defendem as Centrais Sindicais

1 ano de impunidade!

Planejamento cogita excluir R$ 14 bilhões do superávit primário

Anatel dá de presente a 3G para monopólio da Telefónica e AT&T

Lula e Bachelet levam apoio a Evo e aprovam o corredor bioceânico

Projeto quer ampliar “conteúdo nacional” entregando TVs para os capitais externos

Banco do Sul: marco de novo salto para a libertação continental

Discurso de Renan arrasa impostura e convence plenário

Chávez aconselha a oposição a valorizar vitória e retornar ao leito da democracia

Mercadante agora quer cassar Renan e aprovar a CPMF com os votos da oposição

Procurador conclui que Azeredo roubou dinheiro do Estado

CCJ vota “Sí” ao ingresso da Venezuela no Mercosul

Serra diz que sua privatização não é igual a de FHC

Truculência da Anatel para desnacionalizar a mídia choca o setor

Triunfo da Petrobrás esconjura agouro dos criadores de apagão

“Não vai faltar nem gás nem energia”

Época copia Veja e frauda até foto do presidente Chávez

Anatel comete novo ilícito para fazer Abril laranja da Telefónica

Desenvolvimento e juro baixo dão vitória à Cristina

Anatel se amanceba com teles para matar concorrência na área de telefonia e mídia

Jefferson admite que acusações de Lyra a Renan são “frágeis”

Lula cobra que Senado mostre “seriedade” em relação à CPMF

Para Jintao, combate à desigualdade social é a “nova prioridade”

Tucanos abrem o jogo e dão largada para privatizar tudo em SP

NYT confirma em manchete: ‘Bush autorizou tortura’, como disse o HP em junho de 2004

CIA diz que vai banir o “water-boarding” para humanizar seu programa de tortura

Chinaglia faz média com a ‘Veja’ à custa da honra dos companheiros

Tucanos querem pôr na conta de Lula a ladroeira de Azeredo

Sai pela culatra golpe da mídia para jogar o Senado contra Chávez

Oposição quer o fim da CPMF para acabar com a saúde pública e programas sociais

Desacatar veredicto das urnas é negar a democracia, diz Lula

 Senado fulmina furor golpista e reafirma a sua independência 

Na falta das provas contra Renan, mídia alicia oposição para atropelar regimento

 Renan expõe as vísceras da “torpeza e da delinqüência” do grupo Abril

LULA CONVOCA O PT A CERRAR FILEIRAS “NADA QUE NOS ACONTEÇA PODE NOS ESMORECER”

SEGUNDO J. BARBOSA, REVERENCIAR AUTORIDADE É INDÍCIO "O BASTANTE" PARA CRIME DE MANDO

STF COZINHA MÍDIA E ACEITA JULGAR PETISTAS (MAS VAI ABSOLVÊ-LOS)

LAUDO CONCLUI QUE "GADO FOI VENDIDO A PREÇOS DE MERCADO E PATRIMÔNIO É COMPATÍVEL COM A RENDA"

LULA ESCLARECE A CRISE DOS EUA: "QUEM ACHA QUE A ECONOMIA É UM CASSINO PODE PERDER"

AUTONOMIA FAZ DAS AGÊNCIAS ARMA DE CARTEL PARA USURPAR PODER DE GOVERNOS

CIVITA RECEBE 1 BILHÃO PARA SE TORNAR LARANJA DA TELEFÓNICA NA TVA

MINORIA QUER TOMAR O SENADO NO GRITO

PARA A MÍDIA GOLPISTA, LULA CONTINUA EM ALTA PORQUE POVO BRASILEIRO É "POBRE E IGNORANTE"

"QUEM ACHA QUE VAI ME VENCER NA RUA PODE TIRAR SEU CAVALO DA CHUVA"

SERRA NÃO EXPLICA O METRÔ DESABADO E PONTIFICA SOBRE DESASTRE DO  AIRBUS

LULA TENTA APAZIGUAR GOLPISTAS NOMEANDO JOBIM PARA DEFESA

MÍDIA GOLPISTA ESCONDE LAUDO DO IPT SOBRE O ATRITO DA PISTA

"GLOBO" MANIPULA A TRAGÉDIA EM SP PARA INSUFLAR "CRISE AÉREA" E JOGAR CULPA EM LULA

MAIA PAGA O APOIO DE LULA AO PAN FORJANDO VAIA PARA CONSEGUIR DOIS MINUTOS DE FAMA

INVESTIMENTO PÚBLICO CRESCE 33% EM 2007

"NÃO VI NENHUM DELITO QUE POSSA SER IMPUTADO A SILAS RONDEAU", DIZ TARSO GENRO

COM CHÁVEZ, O BRASIL CRESCEU EXPORTAÇÕES À VENEZUELA EM 562%

SUPREMA CORTE TRAZ SEGREGAÇÃO DE VOLTA ÀS ESCOLAS DOS EUA

LULA ORIENTA PT A NÃO TREPIDAR COM ARENGA GOLPISTA CONTRA RENAN

REELEGER LULA DE NOVO É VONTADE DA MAIORIA, DIZ PESQUISA DO PSDB

SEM NADA CONTRA RENAN, GOLPISTAS APELAM PARA QUE ELE SE ENFORQUE

MÍDIA GOLPISTA MUDA DE ACUSAÇÃO CONTRA PRESIDENTE DO SENADO

VOTO DO RELATOR ENTERRA ESCROQUERIA DA MÍDIA GOLPISTA CONTRA RENAN

PARA LULA, ATO DE NÃO RENOVAR A LICENÇA DA RCTV FOI DEMOCRÁTICO

OEA APROVA PROJETO DA VENEZUELA PARA DEMOCRATIZAR MÍDIA

"TEMOS QUE APRENDER A RESPEITAR AS LEIS DE CADA PAÍS", DIZ LULA

RENAN MOSTRA PROVAS DA TORPE ESCROQUERIA DE VEJA E SUAS FONTES

RENAN REFUTA CALÚNIAS E CONCLUI DISCURSO SOB APLAUSO DO SENADO

MÁFIAS ELIMINADAS POR LULA SÃO OS RESTOLHOS DO DESGOVERNO DE FHC

EMENDA 3 É AGRESSÃO AO MAIS PRIMÁRIO DOS DIREITOS TRABALHISTAS

LULA DIZ QUE RESPEITO À LEI MAIOR O IMPEDE DE CANDIDATAR-SE EM 2010

RECONHECIMENTO DAS CENTRAIS AMPLIFICA A DEMOCRACIA NO PAÍS

MANTEGA QUER REDUÇÃO DO "COMPULSÓRIO" PARA ACELERAR QUEDA DO JURO

 

CENTRAIS CONVOCAM A MOBILIZAÇÃO GERAL EM APOIO AO VETO DE LULA À "LEI DA ESCRAVIDÃO"

 

2.500.000 LOTAM RUAS E PRAÇAS EM SP PARA APROFUNDAR MUDANÇAS

 

COMPRA DA TIM CRIA MONOPÓLIO ILEGAL DA TELEFÔNICA NO BRASIL

"VAMOS GARANTIR A PRIMAZIA DO TALENTO SOBRE AS FORTUNAS"

PSDB, PFL, MP-SP, CPI E MÍDIA GOLPISTA ACOBERTARAM BINGOS

JURO NÃO CAI PORQUE MEIRELLES INSISTE EM TOMAR DE TODOS PARA DOAR AOS BANQUEIROS

INDEPENDÊNCIA ENERGÉTICA UNE AMÉRICA DO SUL

MEGA ENCOMENDA DE NAVIOS ATIVA MARINHA MERCANTE E ESTALEIROS

LULA: "OPOSIÇÃO QUER CRIAR CPI PARA ENTRAVAR A APROVAÇÃO DO PAC"

LULA DÁ TODO PODER À FAB PARA PÔR BIRUTAS DE AEROPORTO NA LINHA

LULA DIZ AOS EUA QUE RELAÇÃO BRASIL-IRÃ NÃO É DA ALÇADA DE BUSH

SENADO ISOLA BUSH E COMEÇA A VOTAR RETIRADA DO IRAQUE

 

 DIRETORES DO BC E FORÇAS OCULTAS DO MERCADO FLAGRADOS EM REUNIÃO SECRETA

 

TV PÚBLICA É DEMOCRACIA. MONOPÓLIOS DE MÍDIA SÃO SUA NEGAÇÃO

 

"VEJA" ABRE CRUZADA FASCISTA CONTRA REDE PÚBLICA DA TELEVISÃO

 

ANATEL ABRE A PORTEIRA PARA O CARTEL DAS TELES DOMINIAR A TV DO BRASIL

 

BUSH SAI DA AMÉRICA DO SUL MAIS ISOLADO DO QUE NA CHEGADA

 

BUSH NÃO QUER COMPRAR NOSSO ÁLCOOL, QUER AS NOSSAS USINAS

 

ÁLCOOL: EUA INVESTEM 2 BILHÕES DE DÓLARES PARA DESNACIONALIZAR A PRODUÇÃO DO BRASIL

 

SOLUÇO NA BOLSA DE NY E JURO INSENSATO DE MEIRELLES FAZEM CAIR BOLSA NO BRASIL

 

LULA CONVOCA TABARÉ A SE UNIR A HERMANOS E NÃO AO BIG BROTHER

 

LULA A MORALES: "ANTES DE SERMOS PRESIDENTES SOMOS COMPANHEIROS"

 

TURBA QUER COMBATER CRIMES LINCHANDO OS MONSTROS QUE CRIOU

 

LULA CONCLAMA O PT A MANTER O RUMO E "NÃO A ATIRAR NO PRÓPRIO PÉ"

 

PROMESSA DO COPOM DE MANTER JUROS ALTOS ACIRRA CRISE CAMBIAL

 

 LULA CORRIGE CONTAS DA PREVIDÊNCIA: "DÉFICIT" ERA SÓ TRUQUE CONTÁBIL

 

DRT EMBARGA OBRA NO BURACO DE SERRA

 

"CHAVEZ FOI ELEITO 3 VEZES DA FORMA MAIS DEMOCRÁTICA"

 

MEIRELLES TRAVA QUEDA DE JUROS PARA SABOTAR PLANO DE CRESCIMENTO

 

PAC: LULA ANUNCIA INVESTIMENTOS DE R$ 500 BILHÕES NO DESENVOLVIMENTO

 

OMISSÃO, GANÂNCIA E NEGLIGÊNCIA FIZERAM RUIR O TÚNEL DO METRÔ

 

SANHA PRIVATISTA GERA TRAGÉDIA NAS OBRAS DA LINHA 4 DO METRÔ-SP

 

LULA SUSPENDE A PRIVATIZAÇÃO DAS RODOVIAS FEDERAIS

 

EUA INTIMA FANTOCHES A VOTAR LEI DO ASSALTO AO PETRÓLEO IRAQUIANO

 

LINCHAMENTO DE SADDAM EXIBE MISÉRIA MORAL DE BUSH E SUA KLAN