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Metalúrgicos paulistas
em greve contra as 1500 demissões da Amated-Maxion
Os
metalúrgicos da Amsted-Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários S/A estão
em greve desde a última terça-feira contra a demissão de 1.500 funcionários
das unidades de Osasco, Cruzeiro e Hortolândia, no interior paulista.
“Agora é
guerra e greve contra demissões”, convocou Jorge Nazareno, presidente do
Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Osasco e Região. Conforme
Nazareno, “além das demissões injustificáveis, a direção da Amsted-Maxion
incluiu na lista de demitidos trabalhadores que sofreram acidentes de
trabalho, vítimas de doenças ocupacionais e com estabilidade”.
“Interrompemos a produção até que a empresa reverta as demissões”, frisou
Jorge. Entre os que foram para a fita do desemprego, 400 trabalhadores são
da unidade de Osasco, 700 de Hortolândia e 400 de Cruzeiro.
Em nota, a
Força Sindical repudiou as demissões: “Não podemos permitir de forma alguma
que setores do empresariado utilizem as incertezas da economia e a crise
internacional para justificar a retirada de direitos adquiridos dos
trabalhadores, cortes de benefícios, provocar demissões imotivadas e
dificultar negociações salariais”.
“Entendemos que esta pressão oportunista é o primeiro passo para acabar com
as férias, 13º salário, licença-maternidade, auxílio-doença, fundo de
garantia e outros direitos sociais”, condenou a Força, sublinhando que “a
Força Sindical está orientando suas entidades filiadas a adotar medidas que
evitem prejudicar os trabalhadores, tais como: não homologar rescisões em
caso de demissões coletivas e exigir as causas para dispensas individuais
(Convenção 158 da OIT)”, que coíbem as demissões no setor privado.
O
secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), destacou
que a “nossa orientação é clara: se tiver demissões na empresa toda a
categoria vai entrar em greve. Os trabalhadores não vão pagar por uma crise
econômica que não é sua. A orientação de fazer greve diante das demissões
injustificáveis das montadoras – que está se estendendo nas demais empresas
metalúrgicas, é de todas as centrais, é uma maneira legítima de resistência
às demissões”.
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi
das Cruzes condenou “a falta de sensibilidade social do empresariado, que
está defendendo medidas de corte de direitos e emprego sem pensar em buscar
soluções conjuntas para uma questão que diz respeito a toda a sociedade. O
emprego é garantia de estabilidade econômica e social”. |