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Cristina Kirchner lança “Plano de Obras para
todos os Argentinos”
Presidente argentina apresentou plano de obras em infra-estrutura no valor de
US$ 33 bilhões para fortalecer o mercado interno e mais que duplicar número de
empregos na construção civil
A
presidente Cristina Kirchner apresentou, em ato na residência oficial de Olivos,
o “Plano Obras para todos os Argentinos”, que contempla um investimento de 33
bilhões de dólares (R$ 77,3 bilhões), com o objetivo de aumentar e melhorar
serviços de infra-estrutura pública, incrementar o nível de emprego e contribuir
com o desenvolvimento do conjunto das regiões do país.
A iniciativa, que prevê projetos em obras estruturais,
áreas de transporte, moradia e comunicações, utilizará durante 2009 mais da
metade dos recursos previstos. Com esse programa, o Governo elevará os postos de
trabalho no setor da construção de 362.000 a 770.000 empregos, além de milhares
de vagas em outros setores da economia.
“Poucos dias atrás apresentamos um plano de contingência,
para prevenir os problemas que podem nos atingir fruto da crise que vivem os
países centrais. Este Plano de Obras, porém, não é um plano de contingência,
produto da pressa frente à crise mundial. O nosso governo não usa o Estado para
socorrer os especuladores, os bancos, os que se enriquecem com o dinheiro do
povo. O investimento em obras públicas sempre foi um conceito estrutural que
desenvolvemos e defendemos no governo. O Estado é chave para o desenvolvimento”,
afirmou Cristina, na véspera de viajar para Salvador, onde participou da reunião
de chefes de Governo do Mercosul e da Unasul.
PLANO
“O Plano Estratégico territorial que hoje lançamos já
pronto para ser aplicado foi apresentado em março deste ano, e estamos abordando
uma política com um desenho não improvisado, nem definido entre quatro paredes,
nem produzido por novatos, mas por gente que têm se especializado e trabalhado
com um critério federal e participativo”, assinalou. A presidente condenou a
política dos órgãos financeiros internacionais, como o FMI e o Banco Mundial,
que “vivem ditando regra para nossos países, e dizendo que os ‘riscos’ de nossas
economias devem ser superados fazendo o que eles querem. Os Estados Unidos
continuam tendo a única moeda de reserva, imprimem notas sem nenhum controle e é
o único país que está autorizado a não cumprir as regras, que outros países sim
são obrigados, a sob pena de ser condenados como populistas, deficitários,
ineficientes. O resultado está ai”, afirmou.
O ato contou com a presença do ministro de Planejamento,
Julio De Vido; do chefe de Gabinete, Sergio Massa; do ministro do Interior,
Florencio Randazzo, governadores e outras autoridades.
Do encontro também participaram o presidente da
Confederação Geral do Trabalho, CGTA, Hugo Moyano; da União Operária da
Construção, UOCRA, Ricardo Martínez, e empresários nacionais.
Para as obras estruturais - como gasodutos principais,
hidrelétricas e centrais térmicas - se disporá de um investimento de 68 bilhões
de pesos; para as chamadas programáticas - esgotos, canalizações, rotas - um
montante de 22 bilhões e para as de ação imediata - ruas, pavimentos, moradias -
outros 21 bilhões de pesos.
No que diz respeito à área energética, o plano contempla a
finalização da hidrelétrica de Yacyretá, a construção das hidrelétricas Punta
Negra ( província de San Juan), a de Portezuelo del Viento (Mendoza); Los
Blancos (Mendoza), Chiuido I y II; Condor Cliff - Barrancosa (Santa Cruz) e a
finalização da Central Atucha II (Buenos Aires), entre outras obras.
METAS
Na área de mineração, o governo avançará com o Plano de
Huellas Mineras, destinado a unir pontos nevrálgicos de distribuição com os
distintos empreendimentos.
O plano das comunicações é contemplado com 90 milhões de
pesos para o desenvolvimento de satélites de fabricação nacional. Entre as obras
viárias estão a ampliação dos acessos à cidade de Buenos Aires; o plano Norte
Grande que favorecerá as províncias do Noroeste e do Nordeste; e a construção de
caminhos rurais y de acessos a localidades do interior.
No transporte ferroviário se investirá na continuidade do
Plano Nacional de Recuperação Ferroviária com a reconstrução e remodelação de
vagões, obras de sinalização, fechamentos entre estações e melhoramento de
trilhos.
Em
água e saneamento continuarão os planos de obras em cidades de mais de 50.000
habitantes; expansão de redes de água potável e o fortalecimento a
empreendimentos cooperativos para o desenvolvimento de obras em distintos pontos
do país. Também se inclui o plano “Mais escola, melhor educação”, para construir
1100 escolas novas. |