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Raul: “Ingresso de Cuba no Grupo do Rio
ampliará solidariedade entre as nações”
“É
um privilégio dar boas-vindas a Cuba como membro do Grupo do Rio nesta
reunião”, afirmou o presidente interino do grupo, o presidente mexicano
Felipe Calderón, ao anunciar o ingresso da ilha no fórum durante reunião
extraordinária do Grupo do Rio na última terça-feira dia 16.
A reunião foi uma das atividades da Cúpula da América
Latina e Caribe, realizada na Costa do Sauípe, Bahia. O encontro do
Grupo do Rio teve o objetivo de oficializar a entrada de Cuba no fórum,
já decidida durante reunião ministerial dos países membros realizada no
México em 13 de novembro.
O presidente de Cuba, Raúl Castro, destacou a importância
do ingresso de seu país no Grupo do Rio. “É um momento transcen-dental
de nossa história. Cuba espera que o Grupo do Rio seja cada vez mais
representativo com a incorporação de todas as nações latino-americanas e
caribenhas. Ingressamos no grupo para aumentar a solidariedade entre
nossas nações”, afirmou. Segundo Raúl, o país entra no fórum regional
“com o desejo de trabalhar a favor da justiça, da paz, do
desenvolvimento e do entendimento entre todos os nossos povos”.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou
que a entrada de Cuba no Grupo do Rio é conseqüência da mudança do
perfil político e ideológico da América Latina. “Tudo o que aconteceu na
América Latina foi em apenas oito anos de vida política, em oito anos
aconteceu essa mudança extraordinária na nossa querida América Latina”,
ressaltou.
Lula pediu o fim do bloqueio à ilha pelos EUA, ressaltando
que não existe qualquer razão para o bloqueio. Ele destacou que o que se
espera do próximo presidente dos EUA, Barack Obama, é uma mudança na
política de seu país com relação à América Latina e o Caribe.
Que o presidente norte-americano “tome a atitude de colocar
fim ao bloqueio a Cuba, que não tem mais explicação, que não tem mais
explicação econômica, que não mais explicação política, ou seja, não
existe nenhuma razão”, afirmou Lula.
O documento final da Cúpula da América Latina e Caribe
exige o fim do bloqueio a Cuba. A declaração é assinada pelos
presidentes dos 33 países membros presentes no encontro. |