Mugabe anuncia que vai nacionalizar as indústrias e bancos dos sabotadores

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, anunciou no sábado, dia 20, durante o encontro do ZANU-PF, que irá nacionalizar os bancos, indústrias e minas que estejam em posse de estrangeiros. O líder zimbabuano esclareceu que o objetivo das nacionalizações é a conclusão do programa de capacitação econômica da maioria da população do país e denunciou que essas empresas estão em conluio com os colonizadores para sabotar a economia, evadindo divisas e privando o país de recursos vitais.

“Devemos tomar medidas de caráter revolucionário”, conclamou o presidente Mugabe no seu pronunciamento durante a  conferência anual do partido Zanu-PF.

Segundo o líder da independência do Zimbábue, a partir da nacionalização o governo assumirá o controle majoritário das ações de todos os bancos, indústrias e minas que estejam nas mãos dos estrangeiros.

“Que países africanos teriam coragem de ordenar uma intervenção militar no Zimbábue?”, questionou Mugabe, durante a o encontro partidário realizado em Bindura, próximo de Harare, a capital do país. A convenção reuniu milhares de militantes do partido que liderou a luta de libertação do país contra a colonização inglesa.

Mugabe ressaltou que “as únicas pessoas com o poder de retirar Robert Gabriel Mugabe do poder são a população do Zimbábue”.  A declaração de Mugabe foi uma resposta às afirmações da secretária para a África do Departamento de Estado dos EUA, Jendayi Frazer, que durante viagem à África do Sul, propôs uma intervenção de países africanos no Zimbábue. “Nós achamos que a pessoa que arruinou o país precisa sair”, afirmou Frazer. “Estamos assistindo o Zimbábue tornar-se um país falido. Precisamos agir agora, pró-ativamente, no Zimbábue”, asseverou a garota propaganda do fracassado Africom de Bush.


Primeira Página

 

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Expediente

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CARTAS

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Página 6

Sindifumo denuncia privilégio fiscal a monopólio estrangeiro

Página 7

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Página 8
 

Página 9

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Página 10

Bolívia torna-se território livre do analfabetismo em três anos

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Página 11

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Página 12

Aumento de 11,89% no salário mínimo deverá valer a partir de 1º de fevereiro 

Página 13

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Página 14

Sobre incautos, puxa-sacos e outros adoradores do bizarro

Página 15

Os escritores “refinados” e sua aversão às imagens cruas e vivas da realidade

Página 16