Brasil e França assinam acordos de cooperação na área de
Defesa
Aliança
prevê transferência de tecnologia e modernização das Forças Armadas
Brasileiras
O
Brasil assinou com a França acordo preliminar de “cooperação no domínio da
Defesa e ao estatuto de suas Forças”. Entre os pontos do acordo, o
Ministério da Defesa destaca “pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico e
aquisição de produtos, equipamentos e serviços de defesa”, além de
intercâmbio de instrutores e estudantes de instituições militares, escalas
de navios e aviões militares, treinamentos conjuntos e troca de experiências
em missões de paz.
A
comitiva brasileira também conheceu a tecnologia francesa de submarinos
nucleares. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante da Marinha,
almirante Júlio Soares de Moura Neto, visitaram a base de submarinos em
Toulon para conhecer os submarinos nucleares franceses. A delegação - que
conta com representantes do Itamaraty -, visitou os estaleiros em Cherbourg,
onde são construídos os submarinos.
O
acordo foi assinado pelo ministro Jobim e pelo ministro da Defesa da França,
Hervé Morin. Antes da cerimônia, a delegação brasileira foi recebida pelo
presidente francês Nicolas Sarcozy. No dia 12 de fevereiro, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva recebe Sarkozy no Oiapoque, quando devem
aprofundar as discussões sobre a aliança militar.
“Após
esse encontro, o governo francês vai enviar ao Brasil uma comissão, composta
também por empresários, para aprofundar as discussões sobre a aliança
estratégica entre os dois países. Ela prevê a capacitação tecnológica e a
modernização das Forças Armadas brasileiras”, disse Jobim.
“Queremos que o Brasil seja o parceiro estratégico da França na América do
Sul”, afirmou o ministro francês. “E que a França seja o parceiro
privilegiado do Brasil na Europa”, completou.
A
delegação conheceu também os aviões de caça Rafale. Dentro da política do
governo Lula de reaparelhamento das Forças Armadas a FAB conta com projeto
FX, elaborado para substituir os Mirage por caças de última geração para a
defesa do espaço aéreo nacional.
Nas conversações, o governo
brasileiro deixou claro que a aquisição de qualquer equipamento está
condicionada à transferência de tecnologia, seguindo o Plano Estratégico
Nacional de Defesa que será apresentado em setembro.