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Raul Castro encabeçou ato popular em memória do poeta patriota José Marti
O
primeiro-vice-presidente de Cuba, Raúl Castro, na noite de 27 de janeiro,
liderou a tradicional Marcha das Tochas para prestar homenagem ao Herói
Nacional cubano José Martí, no 155º aniversário de seu nascimento.
Na caminhada
até a Fragua Martiana (monumento a José Marti) participaram milhares de
estudantes e o povo em geral, assim como participantes do primeiro desfile
deste tipo em 1953, naquela época liderado pelo jovem revolucionário Fidel
Castro.
A rua São
Lázaro, cenário antes de 1959 – ano da vitória da Revolução Cubana - de
fortes enfrenta-mentos de jovens cubanos com agentes da ditadura de
Fulgencio Batista, iluminou-se na noite com milhares de tochas que portavam
os manifestantes.
Durante o
percurso, os assistentes entoaram consignas revolucionárias como “Esta rua é
de Fidel”, “Aqui ninguém se rende”, “Quem se levanta hoje com Cuba se
levanta para todos os tempos”, e também deram vivas a Fidel e a Raúl Castro.
Na Fragua
Martiana, lugar onde o adolescente José Martí cumpriu prisão por condenar o
regime colonial espanhol, Raúl Castro colocou uma oferenda floral em nome do
povo cubano perante o monumento ao Herói Nacional.
Antes do
percurso, nas escadas da Universidade de Havana realizou-se um ato político-cultural
, onde artistas e grupos musicais interpretaram obras de conteúdo patriótico
e foram lidos versos do homenageado.
O presidente
da Federação dos Estudantes Universitários, Adalberto Hernán-dez, destacou
as lutas da Geração do Centenário de Martí (1953), que terminou com o
triunfo da Revolução, em 1º de janeiro de 1959.
Expressou
que a Marcha que se realizava representa para a juventude seu apego e
compromisso com o legado martiano, assim como uma contundente prova de
unidade e apoio dos jovens ao socialismo.
Cuba era, com Porto Rico, a última colônia espanhola
da América, quando José Martí nasceu, no dia 28 de janeiro de 1853, em
Havana. Herói nacional da independência cubana; pioneiro no enfrentamento à
política de intervenção norte-americana desde as suas primeiras agressões a
Cuba; crítico literário e de arte, concebia um desenvolvimento cultural com
características próprias para seu país; fundador da literatura
hispano-americana e do modernismo na América Latina; articulista de muitos
jornais e revistas, de Buenos Aires a Nova Iorque; autor dos versos de uma
das músicas mais conhecidas do continente, “Guantanamera” – poema no qual
ressalta seu amor à terra e presta reverência às componesas de seu país na
figura de uma personagem da região de Guantánamo -, Martí constitui um caso
singular na literatura. A trajetória de sua existência expõe o
desenvolvimento de uma unidade fundamental entre vida e obra, idéias e ação,
política e poesia.
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