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Herrera,
Coordenador da Frente Cívica Militar Bolivariana, denuncia armação:
“Antonini carregou mala de dólares a serviço da CIA”
“Guido
Antonini Wilson é um agente do governo norte-americano contratado para
manchar a imagem do presidente da República de Venezuela, Hugo Chávez”,
afirmou, na terça-feira, dia 29, o coordenador da Frente Cívica Militar
Bolivariana (Frecimibol), comandante Héctor Herrera.
“O
governo dos Estados Unidos está buscando vários métodos para enlamear o
nome do Presidente, após que ele realizara ações positivas a favor da
paz, da soberania e da união dos povos do continente. Uma dessas armas
foi envolvê-lo, junto com a presidente Cristina Kirchner, na armação do
contrabando de dinheiro que fez Antonini na Argentina”, destacou.
Em
agosto passado, um jatinho aterrissou no Aeroporto de Buenos Aires,
vindo da Venezuela. Levava o empresário Guido Antonini com uma mala de
US$ 800 mil. O dinheiro foi apreendido e Antonini voltou para os Estados
Unidos, onde mora, e passou a se declarar agente do governo venezuelano
e portador de dinheiro para a campanha presidencial argentina.
Para
Herrera, Antonini recebe proteção por parte das autoridades
norte-americanas, do mesmo modo que o terrorista Posada Carriles, e é
agente da CIA na América Latina.
Antonini,
que tem nacionalidade americana e reside em Miami, espalhou que sua
família foi ameaçada supostamente por funcionários do governo de Caracas
para que ele não revelasse a origem do dinheiro. Em dezembro, na Flórida,
quatro “suspeitos” foram presos, entre eles, Moisés Maionica, acusado de
tentar encobrir o caso.
“Outra
situação irregular é a que acontece com o senhor Maionica, que há apenas
uma semana disse que não era agente de Venezuela nos EEUU e da noite
para o dia mudou totalmente a versão”, acrescentou o militar.
Segundo
os procuradores, escutas telefônicas registraram Maionica admitindo ter
intermediado ligações entre Antonini e um alto-funcionário do serviço
secreto venezuelano. As ligações, que, logicamente, foram gravadas,
seriam “provas” da responsabilidade do governo Chávez no episódio.
Herrera
também se referiu às confissões do jornalista peruano Jaime Bayly,
sobre a relação de Guido Antonini Wilson com o ex-presidente Carlos
Andrés Pérez e sua participação no golpe do 11 de abril de 2002. “Para
ninguém é um segredo que Bayly nunca foi alguém simpático à Revolução
Bolivariana ou ao presidente. Ao contrário, seus editoriais sempre foram
contra. Se agora este jornalista diz que Antonini é amigo próximo de
Andrés Perez não é por favorecimento a Chávez”.
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