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Venezuela recupera 5 mil toneladas de alimentos dos especuladores
Cerca de 5
mil toneladas de alimentos foram apreendidas no mês de janeiro na Venezuela,
no âmbito da operação Plano de Soberania Alimentar, realizado pela Guarda
Nacional e outros órgãos do Estado venezuelano, para combater a especulação,
o açambarcamento e o contrabando perpetrados por setores da oposição à
margem da lei.
O comandante
geral da GN, Fredys Alonso Carrión, disse que a cifra exata de alimentos
pegos até 29 de janeiro é de 4 milhões 939 mil 600 quilogramas, ressaltando
que “na atuação dos efetivos da GN os produtos não foram expropriados aos
seus donos, eles só foram obrigados a vendê-los à população vias regulares,
reprimindo ações criminosas que têm como objetivo criar a escassez de
alimentos básicos como leite, arroz, açúcar, frango”.
A maior
parte dos alimentos se encontrava em depósitos localizados em localidades
dos estados Táchira e Zulia, próximos à fronteira com a Colômbia, muitos
destinados ao contrabando.
“Alguns
empresários em lugar de defender o interesse nacional, fazer o que o
imperialismo norte-americano lhes dita e promovem crimes contra o povo. Eles
se aproveitam de uma forma repudiável do fato de que os salários aumentaram,
o desemprego diminuiu, a qualidade de vida, melhorou nos últimos anos, para
tentar provocar tensões e descontentamento escondendo produtos de primeira
necessidade para a população, que agora tem mais condições de se alimentar
bem”, alertou Chávez. “Em 1998 uma pessoa consumia 168 quilogramas de
alimentos por ano, agora o consumo é de 188 quilogramas. Estas cifras
refletem a recuperação da alimentação. Aqui se passou muita fome e ainda
temos problemas com alguns produtos, agravados pela investida reacionária
que estamos debelando, mas chegará rapidamente o momento em que seremos
auto-suficientes e exportaremos alimentos”.
O salário
mínimo nacional na Venezuela hoje é de 286 dólares quando dez anos atrás, em
1996, era de 32 dólares.
O comandante
Carrión, da GN, destacou que estas ações continuarão se realizando
indefinidamente em todo o território nacional enquanto os especuladores não
sejam totalmente controlados, mas com especial ênfase na fronteira, para se
contrapor aos efeitos de escassez e especulação, gerados mediante práticas
de açambarcamento e o contrabando de alimentos.
No dia 2 a
Rede Mercado de Alimentos (Mercal) colocará à disposição da população 6.391
toneladas de produtos da cesta básica no país.
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