Indústria cresce 6% em 2007
impulsionada pelo mercado interno
A produção industrial brasileira cresceu 6,0% em 2007 impulsionada pela demanda
doméstica, influenciada pela expansão do crédito, aumento do emprego e da renda
e pelo aumento dos investimentos. Foi o melhor resultado verificado desde 2004
quando foram registrados 8,3%. Em 2006, a indústria cresceu 2,8% e em 2005,
3,1%.
“O crescimento expressivo da produção de bens de capital em 2007 demonstra que o
governo não precisa se preocupar com a expansão do consumo, já que os
investimentos que estão sendo feitos vão atender ao consumo e evitar pressões
inflacionárias”, declarou Josué Gomes da Silva, presidente do Iedi (Instituto de
Estudos para o Desenvolvimento Industrial). Segundo ele, “o país todo e o
governo devem comemorar os resultados da indústria em 2007, que garante um
crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro mais próximo de 5,5% em
2007”.
CÂMBIO
O Iedi ressaltou que “a característica central do dinamismo atual da indústria
brasileira é que o mercado interno constitui o seu grande promotor, tendo o
mercado externo contribuído negativamente em razão de uma acentuada valorização
do Real”.
Para o instituto, o câmbio adverso prejudicou a exportação de bens manufaturados
e aumentou as importações de produtos industriais para o mercado doméstico,
fazendo com que a expansão da indústria em 2007 “tenha levado um tempo maior
para pegar”.
JUROS
Ressaltando que a indústria deve manter seu “expressivo dinamismo” em 2008, o
Iedi alerta para dois fatores que podem prejudicar o desempenho industrial neste
ano: “se a crise dos EUA se agravar e as autoridades econômicas brasileiras não
responderem correspondentemente com os instrumentos de que agora dispõe” e “se o
Banco Central elevar a taxa de juros”. “Contra as turbulências externas o país
conquistou graus de liberdade importantes. Quanto à taxa de juros, o grande
crescimento da indústria de bens de capital, 19,5% em 2007, mais de três vezes
superior à taxa global da indústria, constitui a melhor política para combater
pressões da demanda sobre os preços”.
O primeiro semestre de 2007 registrou crescimento de 4,8% frente ao primeiro
semestre de 2006, enquanto no segundo semestre de 2007 frente ao mesmo período
em 2006, o acréscimo na produção foi de 7,1%.
A expansão da indústria em 2007 se verificou em todos as 14 regiões pesquisadas
pelo IBGE, com destaque para os locais com forte presença de setores produtores
de bens de capital, bens de consumo duráveis e exportadores, como Minas Gerais
(8,6%), Espírito Santo e Rio Grande do Sul (ambos com 7,5%), Paraná (6,7%) e São
Paulo (6,2%).
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