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Pontal do Paranapanema-SP
Serra atropela
direito e justiça para beneficiar grileiros, denunciam trabalhadores
rurais
MST, MAST, CUT, CGTB, Terra Brasil, Uniterra, Sintraf e
Sindicato dos Trabalhadores Rurais lançaram documento em que denunciam o
governador de São Paulo, José Serra, por atropelar o direito e à Justiça
para beneficiar os grileiros do Pontal do Paranapanema.
“Nesta mesma época do ano, no Carnaval do ano passado,
executamos ocupações pacíficas de terras com a finalidade única de
despertar o Governo de José Serra do seu marasmo, da sua apatia moral e
de sua insensibilidade para com os milhares de trabalhadores acampados
que vivem na miséria no Pontal”, alerta o manifesto das entidades,
frisando que “no momento, mais de mil trabalhadores rurais sem terra
estão ocupando 14 fazendas, improdutivas ou devolutas, em vários
municípios da região”.
“Nada foi feito para os trabalhadores. Fez para os
fazendeiros. Pois, o Governador tucano insiste em privatizar 300 mil
hectares de terras públicas para beneficiar 200 deles. Área que é
suficiente para assentar 15 mil famílias de trabalhadores”, condenam as
entidades.
ASSENTAMENTOS
De acordo com os trabalhadores, “já se encontra em poder
do Governo do estado a arrecadação de 9 áreas, algumas já há 3 anos, e o
cadastramento de 3.774 famílias aptas para serem assentadas. Nada foi
feito ou providenciado. É evidente o desinteresse de José Serra com o
projeto de assentamentos que tem como resultado a re-inclusão social e
assim, atropela o direito e a justiça”.
“Pedimos terra, o governador apresenta-nos o projeto de
privatização das terras do Pontal. Pedimos para assentar as famílias em
estado de miséria, o governador manda-nos a construção de Presídios e
Febem. Pedimos que use os recursos federais para assentar famílias, e o
governador decide devolver aos cofres da União. Pedimos que se faça
justiça e sejam honestos com os trabalhadores, mas recebemos em troca a
máfia das casinhas”, denuncia a nota.
A mobilização vem crescendo nos últimos dias, com os
manifestantes ampliando apoios para sua luta.
Entre as propostas apresentadas pelas entidades ao governo
encontram-se: Assentamento imediato das famílias acampadas,
Regularização das áreas arrecadadas pelo Estado; Retirada do Projeto de
lei que presenteia os grileiros de terras do Pontal; Instalação das
Comissões de Seleção nos Municípios das áreas arrecadada e que as
decisões sejam respeitadas pelo ITESP e Investimentos em assentamentos e
na reforma agrária ao invés de obras de Presídio”.
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