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“Sob o signo da censura”, Roberto Requião
rebate: “A mentira, a calúnia, isso pode”
““Farei críticas à oposição pelo açodamento e
irresponsabilidade de algumas denúncias; e não
pouparei parte da imprensa pelo comportamento no
episódio, omissa quando não entusiasta da
censura”, afirmou o governador do PR na
Assembléia Legislativa
O governador do Paraná, Roberto Requião,
denunciou que está “sob o signo da censura” em
discurso na sessão solene que abriu o ano
legislativo de 2008 na Assembléia do Paraná,
nesta segunda-feira.
“Ainda há quem queira me impedir de falar pela
televisão do Estado. E outros chegam ao absurdo
de tentar impedir que o Governo divulgue suas
ações, comunique-se com a população, preste
contas do que faz. A mentira, a calúnia, a
difamação, esse agredir contínuo, sem tréguas,
isso pode. Essa linguagem ofensiva, grosseira,
isso pode. Esse desrespeito ao governador, isso
pode”, afirmou Requião.
De acordo com o governador, “inevitavelmente,
como é meu dever constitucional, vou dar
publicidade às ações do Governo, o que talvez
possa ser entendido como promoção pessoal; farei
críticas à oposição pelo açodamento e
irresponsabilidade de algumas denúncias; e não
pouparei parte da imprensa pelo comportamento no
episódio, omissa quando não entusiasta da
censura”. “É exatamente isso que proíbem que eu
faça na Paraná Educativa. É possível, então,
entender a exorbitância do que foi imposto?”,
questionou.
“Não afronto, confronto. Discordo e manifesto as
minhas divergências. Legitimamente.
Enfaticamente. Lealmente. Harmonia não quer
dizer submissão. Respeito não é sinônimo de
servilismo”, afirmou Requião.
O governador lembrou que “ao longo de minha vida
pública, toda ela sustentada pela mais legítima
das confirmações, que é o voto popular, tenho
enfrentado incompreensões e dissabores por minha
obstinação em defender pontos de vista nem
sempre tão palatáveis, tão dulcinosos ao gosto
de alguns”, disse.
O governador também ressaltou que “não restem
dúvidas quanto ao meu apreço pelo Judiciário e
pelo Ministério Público”. “É impressionante o
esforço de alguns para emaranhar, enredar,
embaraçar, comprometer as minhas relações com um
e outro. Que os intrigantes ensaquem a viola e
vão açular em outra paróquia”.
No discurso, Requião fez um balanço dos últimos
cinco anos, destacando as conquistas do povo
paranaense, como a recuperação da Copel, que
“investiu dois bilhões e 500 milhões de reais”,
e hoje possui a “menor tarifa de energia
elétrica do país”.
Além da Copel, Requião falou da batalha contra
as tarifas abusivas dos pedágio nas estradas do
Estado e a recuperação do Porto de Paranaguá,
que hoje “serve de referência para o Governo
Federal suspender o programa de privatização de
portos brasileiros”.
Requião lembrou também que “olhando para trás,
vejo minguarem os investimentos públicos,
desmontar-se o sistema de planejamento estatal,
triunfar a privatização”. “Nesses cinco anos,
recuperamos a capacidade do Estado pensar e
planejar as suas ações”.
Para o governador, “um dos preceitos básicos do
jornalismo - de resto, da vida - é buscar a
verdade nos fatos. Vamos, então, em um esforço
de reportagem, aos fatos e, através deles, à
verdade. O fato é: esse conjunto de políticas
fez com que o Paraná se transformasse, em
proporção ao seu número de habitantes, no Estado
que mais gera empregos diretos no país. Nesses
cinco anos, foram criados mais de 460 mil
empregos com carteira assinada”.
O governador recebeu apoio de diversas
lideranças presentes na solenidade. Para o
deputado Waldyr Pugliesi, presidente do PMDB do
Paraná, “Requião faz esse confronto contra
aqueles que querem um estado debilitado como
aconteceu em toda a década anterior. Contra
aqueles que querem a volta a privatização da
Sanepar, da Copel, da Ferroeste”. “A plataforma
da direita tem, como primeiro item, a diminuição
base econômica do Estado. Daí a campanha contra
o inchamento do aparelho de Estado, contra os
aumentos de salários dos servidores públicos.
Requião faz muito bem esse confronto e mostra
que no Paraná, a reconstrução do Estado vai
continuar nos próximos três anos”, completou
Pugliese.
“Muito mais que um relato foi a reafirmação do
compromisso com os paranaenses e certeza que o
Paraná está no rumo certo, fortalecendo sua
economia e desenvolvimento”, ressaltou o
deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), líder do
governo.
Também se manifestaram em apoio ao governador o
reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos
Moreira Júnior, e o deputado Elton Welter, líder
do PT na Assembléia. |