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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Dá-lhe, Mangueira!
Pois é, companheiros: num
carnaval que abusou de sambas do crioulo doido para justificar e inserir
temas tipo “A importância da coleção no metabolismo da pinceleta da grampola
da história do império de D. João VI”, a Vila Isabel, com a saga do
trabalhador brasileiro, foi para o nono lugar e a Estação Primeira de
Mangueira, foi para o décimo - muito abaixo de escolinhas sem nenhuma
tradição, em itens inaceitáveis como bateria e harmonia, punida por ter
homenageado os 100 anos do Frevo: uma cultura alienígena, de um logradouro
situado no lado oculto da lua, esse tal Recife.
Ocorre que os veneráveis da
Mangueira que transitaram por aqui, durante o ano passado, dando-se a
conhecer e conhecendo os veneráveis do frevo, do maracatu, da ciranda, do
côco e do caboclinho, vivenciaram a importância sem precedentes deste
intercâmbio entre as culturas destas duas regiões separadas por séculos de
preconceito e colonialismo interno.
Parabéns, Mangueira!
Doris Gibson - correio
eletrônico
Cara-de-pau imperial
É impressionante o cinismo do
presidente George W. Bush ao afirmar que a prática de simulações de
afogamentos em prisioneiros detidos na Base Militar de Guantánamo, tal como
tem sido feito pelo exército norte-americano para obter informações, não é
tortura, mas sim uma “técnica de interrogatório”.
Extrapolando esse ridículo
raciocínio, todos os grandes torturadores da história poderão utilizar essa
desculpa esfarrapada como forma de contestação.
Fico imaginando os defensores
da inquisição, do nazismo, das ditaduras latino-americanas, asiáticas e
africanas, alegando que espancamento, pau-de-arara, cadeira do dragão,
choque elétrico, sevícias sexuais e outras barbáries impostas aos
prisioneiros políticos, não eram torturas, mas “técnicas de interrogatório”.
Dois ditos populares explicam
bem essa situação: 1) “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”; 2) “Para
quem é mal-intencionado qualquer desculpa serve”. Ainda bem que a era Bush
está com os dias contados...
Júlio Ferreira - Recife (PE)
Bom dia, boa tarde, boa noite
Outro
dia, um amigo comentou comigo que não conseguia entender porque as pessoas
vivem tão “armadas”.
Ele não se referia ao porte de
armas brancas ou de fogo, mas aos espíritos armados, desses que andam pelas
ruas ou dirigem seus carros cheios de pedras na mão, com olhar ameaçador;
chutando cães e gatos; distribuindo mau humor e agressividade; incapazes de
reagir positivamente mesmo a um sorriso de bebê.
Praticar cortesia: dizer bom
dia a um subalterno ou superior; ceder passagem ou lugar a quem tem
necessidades especiais; sorrir, respeitar e dialogar é a melhor forma de
prevenir e combater o mau humor e a depressão, próprios ou dos outros.
Adilson Luiz Gonçalves -
Santos (SP)
Respeito
é bom
Sou trabalhador, pai de
família e cidadão brasileiro.
Tenho respeito pelas pessoas
com quem me relaciono e tenho a educação como o melhor caminho.
Ocorre que, no dia 29/01, às
18:10, o Sr. Vicente Marques, subprefeito da região de Aricanduva, me ligou
a respeito de reclamação feita por e-mail sobre a obra do Riacho dos
Machados. Falou em tom arrogante, como se eu fosse culpado por algo que não
sou responsável (atraso na obra).
Esse senhor não sabe e nem tem
competência para analisar um e-mail, me colocando em situação de mal- estar.
O nobre subprefeito arrogante
afirmou por três vezes que o chamei de incompetente em frase do e-mail
enviado onde escrevo o seguinte:
“A Prefeitura não resolve e
encaminha para a Subprefeitura do Aricanduva, que não apresenta projetos de
melhoria ou finalização desta obra, ou seja, pura incompetência. Isso já se
tornou um martírio para a população local”.
Não tive nem como justificar a
esse nobre arrogante que a incompetência não se trata da pessoa dele, e sim
do orgão Prefeitura do Município de São Paulo, como escrito na frase acima.
Não bastasse, voltei a ligar
para esclarecer o assunto e o mesmo ao atender e perceber que era eu,
desligou o telefone de forma arrogante.
Acho
que não seria demais solicitar desculpas por parte desse senhor. Que ele
caia da sua arrogância e que a humildade tome conta de sua pessoa, pois o
povo precisa de gente que agregue e não de pessoas que trabalham apenas para
o seu ego.
Lourivaldo Delfino -
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