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Chávez: “A Exxon não vai mais roubar a Venezuela”
O
governo venezuelano afirmou, na sexta-feira (8), que a ameaça de
congelamento de 12 bilhões de dólares da estatal de petróleo PDVSA por
um “tribunal” inglês não passa de “uma manobra midiática da Exxon”.
A
petroleira dos Rockfellers, reagiu à nacionalização e ao fim do assalto
ao petróleo venezuelano, anunciando uma ação judicial, estranhamente
julgada na Suprema Corte inglesa, que propõe – em 1ª instância – o
congelamento dos ativos da PDVSA na Holanda e nas Antilhas Holandesas.
“Não
temos nenhum ativo nessas jurisdições que sequer se aproxime do montante
de 12 bilhões de dólares, nem da metade desse valor”, declarou o
ministro da Energia e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez.
“Me
preocupa o fato de que a imprensa desconheça a situação, ou tente
manipulá-la, a ponto de publicar que nossa empresa tem congelados bens
avaliados em 12 bilhões de dólares, quando isso é completamente falso”,
acrescentou.
O
presidente Hugo Chávez declarou que “os bandidos da Exxon-Mobill nunca
mais vão nos roubar. São corruptos, depõem governos e apoiaram a invasão
e o bombardeio do Iraque”.
Depois
de divulgar a existência de 32 “convênios” em que as empresas
multinacionais pagavam apenas 1%, o governo venezuelano anunciou em 2005
uma proposta de conversão das empresas à empresas mistas, em que o
Estado passaria a ter maioria acionária, deixando ainda uma importante
participação (até 40%) às empresas estrangeiras.
Com o
processo de negociação, que se estendeu por dois anos, o governo
alcançou em março de 2007 novos acordos com as empresas que operavam na
Faixa do Orinoco, entre as quais a Chevron (EUA), BP (Inglaterra), Total
(França) e Statoil (Noruega). A Exxon e a Conoco-Phillips não aceitaram
o fim das regalias e se retiraram do país.
“A
PDVSA cumpre 100% de suas operações e seus envios de petróleo ao mundo
todo”, disse Ramírez
O
ministro disse que a atitude da Exxon-Mobil não surpreendeu, pois é a
empresa é uma “típica transnacional americana que historicamente agride
os países produtores de petróleo e tentar impor seus pontos de vista a
respeito do manejo dos recursos naturais”.
“Não
temos nenhuma conta congelada”, afirmou Ramírez, que calculou em 300
milhões de dólares os ativos “que temporariamente estão pendentes de uma
decisão de um tribunal de Nova York”.
Acrescentou que esta situação, “não afeta em nada a empresa, seu fluxo
de caixa ou sua situação operacional”.
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