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Timor Leste: Gusmão condena “o atentado covarde contra o presidente”
O
presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta, se recuperava na segunda-feira,
depois de ter sido operado de uma ferida a bala no estomago, resultado de um
ataque a seu domicilio por um grupo de ex-militares, encabeçados pelo antigo
chefe de Polícia Militar, Antonio Reinado.
O agressor
tinha sido acusado por enfrenta-mentos registrados na cidade de Dili entre
abril e maio de 2006. “A condição do presidente é estável”, declarou José
Turquel, seu porta-voz.
No tiroteio
posterior entre os assaltantes e os guardas de segurança morreram o próprio
Reinado e um dos guardas presidenciais.
Uma hora
mais tarde, o primeiro ministro, Xanana Gusmão, também sofreu uma emboscada
da qual resultou ileso. O vice-presidente do Parlamento, Vincente Gutterus,
assumiu provisoriamente a Presidência do país até a recuperação de
Ramos-Horta.
Gusmão
assegurou que este ‘covarde’ atentado foi um ataque contra a democracia e
que os autores serão castigados. Até o momento não houve detenções em
relação com o atentado.
Reinado e
vários partidários seus foram expulsos do exército por desobediência, ao que
seguiu uma onda de violência entre maio e junho de 2006, que deixou pelo
menos 37 mortos. Acusado pelo Tribunal Supremo de assassinato após esses
distúrbios e de comercio ilegal de armas, foi encarcerado posteriormente,
mas escapou em setembro de 2006 e desde então se desconhecia seu paradeiro.
Ramos-Horta
foi eleito o ano passado, depois de ter sido primeiro ministro. Ocupado pela
Indonésia, então com o sanguinário ditador Suharto no comando, Timor Leste
conseguiu sua independência através de uma luta onde, para tentar impedir a
libertação, as forças a serviço do regime indonésio perpetraram massacres
contra a população da ilha. Os últimos destes massacres aconteceram nos
momentos em que a população, por plebiscito supervisionado pela ONU, votava
pela independência.
O
presidente Lula enviou mensagem solidária a Ramos-Horta e Xanana Gusmão: “a
exemplo do que ocorreu em ocasiões anteriores, o povo timorense saberá
superar com firmeza e serenidade essa nova ameaça às instituições
democráticas. Conforme os entendimentos que mantivemos por ocasião da
recente visita de Vossa Excelência ao Brasil, reitero igualmente a
disposição de meu Governo de continuar a cooperar com os esforços de Vossa
Excelência para a consolidação do Estado timorense”.
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