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Lideranças da Câmara apóiam
o reconhecimento das centrais
Líderes do PT, PDT, PSB, PCdoB e PV se comprometem a encaminhar a votação na
Câmara com o mesmo texto do Senado, restabelecendo a contribuição sindical
Em
corpo-a-corpo com parlamentares na quarta-feira, dezenas de dirigentes da CUT,
Força, CGTB, CTB, UGT e NCST garantiram o compromisso dos líderes do PT, PDT,
PSB, PCdoB e do PV na Câmara dos Deputados de que encaminharão a votação do
projeto de reconhecimento das centrais sindicais com o mesmo texto aprovado no
Senado.
O
projeto que saiu da Câmara acabava com o imposto sindical e determinava que o
Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizaria as contas das centrais. No
Senado, o acordo feito entre parlamentares e sindicalistas restabeleceu a
cobrança do imposto sindical e manteve a fiscalização.
O
presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP)
lembrou que há um acordo para que o governo envie projeto substituindo as três
contribuições existentes hoje – o imposto sindical, o assistencial e a
contribuição confederativa – por uma única, negocial.
NEGOCIAÇÃO
“Nós
estamos acertando com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi uma contribuição para
substituir todas as contribuições, aprovada em assembléia na época do dissídio e
descontada de todos os trabalhadores que forem beneficiados pelo acordo”,
declarou Paulinho. O presidente da Força ressaltou que há várias propostas sobre
o montante a ser descontado, mas que defende que o Ministério envie a sua
posição sem estabelecer o valor, que deve ser decidido no Congresso, “até para
dar margem de negociação e evitar polêmica”.
Após a
reunião em que foi selado o compromisso com as lideranças em apoio ao
reconhecimento, uma comissão de dirigentes foi recebida pelo presidente da
Câmara, Arlindo Chinaglia, que reafirmou a promessa feita no dia 5 de dezembro,
no encerramento da 4a Marcha da Classe Trabalhadora, de que se empenhará e fará
todos os esforços pela aprovação do projeto.
As
centrais também se reuniram com o líder do PT na Câmara, Maurício Rands, e com
os deputados Vicentinho, Marco Maia, Paulo Teixeira e Paulo Rocha, que
reiteraram o compromisso com a aprovação do projeto, sem alterações.
Segundo
Denise Motta Dau, secretária nacional de Organização Sindical da CUT, “as
centrais estão mobilizadas para acompanhar a votação, que deve ocorrer entre o
final da próxima semana ou a partir do dia 25”. “O argumento principal para
convencer os parlamentares a aprovar o reconhecimento das centrais é o
compromisso de implementação da contribuição negocial”, declarou Carlos Henrique
de Oliveira, coordenador do Escritório da CUT em Brasília.
“O
projeto de legalização das centrais sindicais é o oitavo da pauta e deve ser
votado na próxima semana. Estamos explicando aos líderes – da base e da oposição
– a importância de aprovar essa legalização e de votar no projeto que foi votado
no Senado, que fez as modificações que as centrais gostariam que fossem feitas”,
afirmou Paulinho.
Os
líderes sindicais aproveitaram a visita para recolher assinaturas para o
abaixo-assinado em apoio ao projeto dos senadores Paulo Paim (PT-SP) e Inácio
Arruda (PCdoB-CE) pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas
semanais. Segundo Paulinho, a campanha ganhará corpo por meio de manifestações e
paralisações em todo o país até o dia 1º de Maio, quando serão entregues as
assinaturas no Congresso Nacional.
Diante
das medidas provisórias que ainda trancam a pauta da Câmara, até o fechamento da
edição não havia previsão de data para a votação do reconhecimento das centrais.
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