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Conferência Mundial das Cidades discute
as desigualdades sociais

Mais de seis mil participantes
de 33 países debatem em Porto Alegre o futuro das cidades. A Conferência
Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades é uma organização coletiva das
Prefeituras de Porto Alegre e Roma (Itália), Ministérios das Cidades do
Brasil, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Confederação Nacional dos
Municípios – CNM, com o apoio da ONU através da UNESCO, UM-HABITAT e UNDESA,
e vai debater temas como o combate às desigualdades sociais e a formulação
de políticas públicas de desenvolvimento local.
O prefeito de Porto Alegre,
José Fogaça, destacou que “no limiar do século 21, as cidades têm que ter um
novo papel, que é da mudança acompanhada de uma concepção estratégica do
Estado-Nação, que tem como ponto valorizar os governos locais centrados no
combates às desigualdades e enfrentamento da pobreza”. O secretário de
Coordenação Política e Governança Local de Porto Alegre e Coordenador Geral
da Conferência, Cézar Busatto, apontou que “é preciso radicalizar a
democracia do desenvolvimento local, avançar buscando o caminho da dignidade
para todos os seres humanos. É preciso novas formas de envolvimento e de
engajamento. Isso só é possível criando novas redes de governança onde o
cidadão é o principal protagonista do novo desenvolvimento. As cidades têm
que ser o local que protagoniza a diplomacia da paz e da prosperidade e não
a hegemonia dos impérios através de guerra e conflitos”.
Representado o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, o Ministro das Cidades, Márcio Fortes, enfatizou que
“este evento mundial, por sua relevância para todos nós, vai debater o
desenvolvimento das cidades onde as pessoas tenham moradias adequadas. Esse
tem que ser o papel dos municípios e isso só é possível com a participação
popular”. Saudando os presentes, a governadora Yeda Crusius frisou que “as
cidades têm que traçar a construção de redes para a paz”.
Mari
Perusso, coordenadora Executiva da Conferência, manifestou que “este evento
tem uma importância ímpar porque é nas cidades que vivem oitenta por cento
da população mundial. Por isso, Porto Alegre abre suas portas para que as
cidades do mundo debatam meios de acabar com a exclusão social. Isso
significa fomentar o seu próprio desenvolvimento com base em relações de
solidariedade e confiança. A deterioração das relações entre o Poder Público
e as comunidades, e entre as próprias comunidades e suas lideranças, faz com
que as pessoas deixem de acreditar nas suas potencialidades de mudar o mundo
a partir da melhoria das suas cidades. Para mudar esse quadro, essa
Conferência é fundamental a fim de melhorarmos a qualidade de vida e
acabarmos com a exclusão social. O primeiro passo é acreditar que a
solidariedade e a cooperação podem construir projetos, e acreditar que todo
cidadão é co-responsável pelo desenvolvimento”. Já a presidente da Federação
Democrática Internacional de Mulheres e da Confederação das Mulheres do
Brasil, Márcia Campos, destacou que “a iniciativa de Porto Alegre e Roma em
realizar esse evento é de grande importância, pois busca assegurar aos
cidadãos a garantia do seu bem-estar e de seu desenvolvimento. Somente com
políticas públicas e com o envolvimento das pessoas é possível a garantia de
emprego, saúde e dignidade”.
A solenidade de abertura
contou ainda com a presença de autoridades e lideranças políticas como o
diretor de Ciências Sociais e Humanas da UNESCO, Pierre Sane; a
representante da Prefeitura de Roma, Silvia D´Annibale; a deputada federal
Maria do Rosário (PT) - representado a Câmara dos Deputados -; o presidente
da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Alceu Moreira
(PMDB); o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Sebastião Melo
(PMDB); e o ex-governador e ex-ministro das Cidades, Olívio Dutra.
ANTONIO
SALDANHA - RS |