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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Perigo à vista
A censura ao
governador do Paraná, Roberto Requião, caracteriza-se como a mais arbitrária
tentativa de retorno aos tempos obscuros da ditadura.
Muitos, e
saudosos, brasileiros tombaram na luta que nos garante hoje o direito de
defender pensamentos e idéias com plena liberdade.
O posicionamento
das diversas entidades defensoras da liberdade, que vem manifestando apoio
ao governador, demonstra que a sociedade não permitirá que voltemos aos
tempos dolorosos e, felizmente, já superados.
Roberto Requião
foi o primeiro a ser atacado, mas essa luta não é somente do governador, nem
somente das pessoas envolvidas em seu governo. A luta pela liberdade
pertence a todos nós.
Marina Pereira
da Costa - correio eletrônico
Oposição imoral
Minha neta, com 12
anos, perguntou-me o que é oposição. Respondi que oposição é impedir que
algumas coisas imorais sejam praticadas em quaisquer segmentos da sociedade.
A danadinha me pegou no pulo. - Vovô, então o Lula faz coisa imoral? Ela me
mostrou um pedaço de jornal com a manchete: “Oposição impede Lula de
arrecadar 40 bilhões”. Tive de explicar que existe oposição política e
oposição politiqueira.
Aproveitei também
a deixa e expliquei que oposição não é só aquela do Congresso Nacional, mas
a que também está no Judiciário, na OAB, e em todas as instâncias sociais;
que embora seja uma prática democrática a oposição ao atual governo é
politiqueira, originada da direita e reforçada pela imprensa golpista.
Disse a minha neta
que, quando éramos oposição defendíamos a soberania nacional, mas jamais
usávamos de chicanas para derrubar o governo. Expliquei que o objetivo da
oposição e da grande imprensa golpista era sangrar o governo Lula para
atrapalhar sua reeleição em 2006.
Lula é um
presidente que veio para os pobres, e a oposição não quer dividir o muito
que tem com os pobres, que não têm nada. Os olhinhos dela se encheram de
lágrimas.
Lair Estanislau
Alves - Belo Horizonte (MG)
Voltei, Recife
Gostaria de
Parabenizar Recife e Olinda pelo maravilhoso carnaval que, ano após ano,
realizam nestas duas cidades. O resgate cultural das tradições legitimamente
brasileiras são coisas cada vez mais distantes dos carnavais de Salvador e
do Rio de Janeiro.
Além disso, é
lindo ver que um carnaval com tantas pessoas pode ser realizado aberto a
todos, no meio da rua, sem problemas de violência. Esses, aliás, muito mais
freqüentes em lugares que há uma separação ou um “apartheid” social.
O projeto do
“Recife Multicultural” é outro ponto a ser elogiado. Atendendo a gostos que
vão do Samba ao Frevo, passando naturalmente pelo Maracatu, o projeto
permite uma socialização ininterrupta de todos que brincam carnaval.
Parabéns também ao
Frevo, que completou oficialmente 100 anos.
Igor Barbosa -
Recife (PE)
Liberdade de escolha
O tema da Campanha
da Fraternidade deste ano é “Escolhe, pois, a vida”. Na verdade, trata-se de
um apelo que a Igreja faz a cada um de nós. Durante toda nossa vida, nos
deparamos com a necessidade de optar entre dois caminhos. Somos obrigados a
fazer escolhas, precisando de muito senso de direção e discernimento.
Quando o assunto é
a defesa da vida, essa confusão fica evidente. Basta recordarmos o episódio
em que o Congresso Nacional tinha de se posicionar sobre as pesquisas com
células-tronco embrionárias. Em cada lado da questão havia um grupo
ostentando a bandeira em defesa da vida. Quem se mostrou contrário, acabou
com a imagem de insensível perante tantos doentes. Na discussão sobre o
aborto, vem acontecendo a mesma situação.
O apelo da
campanha deste ano exige uma prévia formação de nossas comunidades, de
nossos cristãos. Se não estivermos preparados, devidamente conscientizados,
poderemos ser enganados na hora de exercer nosso livre-arbítrio. A maioria
não escolhe deliberadamente o mal. Escolhe o que aparenta ser melhor. Só
mais adiante, quando o resultado da escolha malfeita começa a aparecer, é
que percebe o quanto se desviou do caminho certo. Quando há vidas em jogo,
nem sempre é possível retornar sem sofrimentos e marcas profundas. Que essa
Campanha da Fraternidade jogue luz em nossas realidades e nos ajude a
enxergar a questão do aborto com todos os detalhes e implicações. Precisamos
aprender a fazer escolhas acertadas e, mais ainda, identificar as máscaras
do mal.
Osvaldo Luiz
Silva - São Paulo (SP) |