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238
municípios carentes foram beneficiados com as ações dos universitários do
Projeto Rondon
Desde
que foi reativado, em 2005, o Projeto Rondon já levou 3.622 mil rondonistas
(universitários e professores), de 128 instituições de ensino superior de todo o
país, a 238 municípios carentes. Segundo o coordenador-geral do Projeto,
general-de-brigada Júlio de Amo Júnior, esse número chegará a 5 mil até o final
deste mês, incluindo nesta conta a Operação Grão-Pará - a primeira deste ano -,
a Operação Verão, de 8 a 24 de fevereiro, um retorno dos rondonistas a oito
estados já visitados, e a Operação Rio Grande do Sul, de 15 de fevereiro a 2 de
março. É um dos maiores projetos sociais e educacionais do país.
Os universitários
atuam nos municípios com os maiores índices de pobreza e exclusão social,
realizando projetos educacionais, de saúde pública, dão orientações sobre
técnicas agrícolas, saneamento básico, cuidados com o meio ambiente, entre
outras ações que contribuem para o desenvolvimento das comunidades, sempre em
parceria com as prefeituras. Como o exemplo de uma das ações dos universitários
na Operação Grão-Pará, quando, a partir de uma palestra com orientações técnicas
do pesquisador da Universidade Estadual de Santa Catarina, Germano Günter, no
município de Peri-Mirim, 20 donos de pequenas propriedades rurais descobriram
que podem triplicar a produção de mandioca para este ano, aumentando os
rendimentos com a safra.
O Projeto Rondon foi
criado em 1967 pelo governo federal e suspenso em 1989. No ano de 2003, a UNE
enviou uma proposta ao presidente da República sugerindo a reativação do Projeto
e, em 2004, foi criado um grupo de trabalho interministerial que definiu os
novos rumos e objetivos do Projeto. Além da coordenação do Ministério da Defesa,
o projeto tem o apoio de outros sete ministérios - Educação, Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, Saúde, Meio Ambiente, Integração Nacional, Esporte e
Desenvolvimento Agrário - e da Secretaria Geral da Presidência da República.
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