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Empresa de Cheney “guardava” os
dados sigilosos que foram roubados da estatal
A Halliburton, a maior corporação petroleira
fornecedora de equipamentos e serviços para a prospecção de petróleo do
mundo, e agora investigada pelo sumiço de dados sigilosos da Petrobrás, foi
dirigida pelo ex-chefe do Pentágono de Reagan, Dick Cheney, de 1995 a 2000.
Quando o golpe das urnas da Flórida levou W. Bush para a Casa Branca, lá foi
ele de vice - e a Halliburton. Entupiu a corporação de contratos na invasão
do Iraque – sem licitação. Esta se tornou a 18ª maior em contratos do
Pentágono – antes da chegada de Cheney estava na 73ª posição. Entre 2003 e
2008, a receita foi catapultada de US$ 1 bilhão, para US$ 18 bilhões.
No Iraque, a bem apadrinhada empresa se tornou
ainda mais notória por assaltar o contribuinte norte-americano cobrando, por
exemplo, US$ 45 por uma latinha de soda. Vendeu gasolina para o Pentágono
pelo dobro do preço (US$ 2,64 o galão), forneceu comida estragada e água
contaminada aos soldados. Outra investigação determinou que havia cobrado do
governo 36% refeições a mais em 2004 do que as efetivamente servidas.
No ano passado, a Halliburton, anunciou que
passaria a ter sede, não mais em Houston, mas nos Emirados Árabes Unidos.
Que, alguém observou, “não tem tratado de extradição com os EUA”.
Mas a Halliburton, reconheça-se, é uma empresa
com tradição. Pratap Chatterjee, diretor-gerente da organização CorpWatch,
que investiga a ação das corporações nos EUA, em entrevista ao programa de
TV “Democracy Now”, de Amy Goodman, lembrou as origens da empresa nos idos
de 1919: “a história de uma companhia que começou roubando tecnologia,
tecnologia de poços de petróleo. Mr. Earl Halliburton roubou-a de seu antigo
patrão e então cometeu um assassinato, e fez um lucro enorme vendendo-a no
mundo inteiro”. |