Coréia popular festeja
o aniversário de 66 anos de seu líder Kim Jong Il
O
dirigente da República Popular Democrática da Coréia (RPDC), Kim Jong Il,
completou 66 anos no dia 16 de fevereiro e recebeu homenagens do seu povo e
de inúmeros governos e delegações estrangeiras. Manifestações populares e
atividades culturais como apresentações artísticas, jogos esportivos,
jornadas de projeção de filmes nacionais, exposições de fotografias, o XII
Festival de orquídeas, espetáculos de dança, eventos infantis, ocorreram
durante a semana.
Pela proximidade e
entrosamento do líder com a população, o seu aniversário é um momento em que
os coreanos comemoram as conquistas de anos de luta pela independência de
sua Pátria, na construção do socialismo e o avanço rumo à reunificação da
Nação.
Após o falecimento de Kim
Il Sung, o fundador da RPDC, em 1994, Kim Jong Il liderou o seu país numa
série de enfrentamentos vitoriosos sobre as provocações imperiais, cruzadas
de mídia, descumprimento de acordos e tentativas de isolar o país, que se
intensificaram no período de Bush.
VITÓRIAS
A Coréia, que após a
destruição provocada pela invasão americana, havia sido reconstruída e se
tornou um país socialista desenvolvido, moderno e, sobretudo, justo e feliz,
continuou, sob a direção de Kim Jong Il, conquistando novas vitórias e novos
avanços.
A maior aspiração do povo
coreano – a reunificação da sua pátria – deu grandes passos durante os
últimos anos. Em 2000, pela primeira vez, os governantes da Coréia do Sul
foram a Pyongyang e, não por acaso, em manifestações populares no sul contra
a ocupação americana e pela reunificação, a imagem e o nome de Kim Jong Il
apareceram como bandeiras dos manifestantes. Em outubro passado, o novo
presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, e o norte-coreano Kim Jong-il
realizaram um segundo encontro e avançaram nos acordos para impulsionar a
“paz permanente”. A península asiática está dividida desde o final da Guerra
da Coréia, em 1953, que terminou com um tratado de armistício, mas não com
um acordo de paz.
Mas, a principal
conquista da RPDC é ter mostrado a força capaz de impedir a agressão militar
aberta que a Casa Branca pretendia. Não faltaram ameaças, provocações,
ataques que foram controlados e desmascarados ante a opinião pública
internacional.
A questão central de toda
revolução é defender-se de seus inimigos - e derrotá-los. Embora, quando
assim formulada, essa verdade pareça óbvia, a experiência histórica mostra
o quanto tem sido difícil perceber e aferrar-se a esse princípio e levá-lo à
prática. Foi exatamente essa questão decisiva que Kim Jong Il, nascido a 16
de fevereiro de 1942, em pleno turbilhão da guerra de libertação contra o
ocupante japonês, à frente de seu povo, percebeu – e concretizou. A Coréia
tem metade de seu território ocupado pelas hordas imperialistas, e, já na
década de 50, teve que impor a maior derrota militar que os belicistas dos
EUA, até então, haviam sofrido. Mas esses fatores de realidade, por maiores
que sejam, não são, por si só, suficientes para que se enxergue o que é
realmente essencial. Se fosse assim, a URSS, que sob a liderança de Stalin
derrotou a maior máquina de guerra imperialista da época, não teria, depois,
caído diante de seus inimigos – e sem disparar um tiro. Para se perceber a
realidade, não basta que ela exista: é preciso uma ideologia que revele a
verdade, que enfrente as dificuldades. Em suma, é preciso coragem,
compromisso com o povo, com o país e com o ser humano.
É sintomático que, em
relação à Coréia, o bando criminoso que hoje domina os EUA, apesar de todas
as suas chantagens, tenha que negociar, ao invés de agredir, bombardear e
invadir. Mais do que isso, depois de toda a cruzada contra o país em
negociações que envolveram, além dos EUA e RPDC, a China, o Japão, Rússia e
a Coréia do Sul, eles tiveram que aceder à justa reivindicação coreana de
declarar que não pretendem invadir o país – declaração formal, mas um sinal
claro do fracasso de sua política de agressão. Certamente, não se renderiam
à exigência coreana se pudessem invadir a Coréia impunemente.
DEFESA DA REVOLUÇÃO
A questão militar, a
questão da defesa da revolução contra o inimigo, é o que decide. É a isso
que os coreanos chamam “política de Songun”. A RPDC sempre contou com a
amizade e solidariedade de outros povos mas, conquistar e manter a
independência da Coréia era, e é, tarefa, antes de tudo, dos próprios
coreanos. Durante os últimos anos, o povo coreano desenvolveu seu exército,
marinha e aeronáutica, seu sistema de dissuasão nuclear e veículos
lançadores – colocou, inclusive, um satélite ao redor do planeta. Isso fez
com que os agressores, antes alvoroçados, mudassem de tom.
É essa política soberana,
também, que garantiu as recentes vitórias na construção do socialismo. Com a
debacle na URSS e países do Leste europeu, a Coréia, que sempre se apoiou
fundamentalmente em suas próprias forças, teve que fazê-lo mais ainda.
Juntamente com essa situação, catástrofes naturais atingiram sua
agricultura. Ao mesmo tempo, os imperialistas procuravam estrangular
economicamente a Coréia. Daí o chamado, nesse momento, de Kim Jong Il, de
que era necessário aos coreanos trabalhar e construir o socialismo “com o
espírito da Marcha Penosa”, alusão a um dos mais heróicos episódios da
guerra de libertação, quando, comandados por Kim Il Sung, os combatentes
coreanos enfrentaram e venceram o mais difícil período de sua luta contra o
invasor japonês.
Kim Jong Il conheceu
desde cedo a determinação de seu povo, condensada por seu pai, Kim Il Sung.
Sua mãe, Kim Zong Suk, foi também uma heroína da luta de libertação. Assim,
ele passou seus mais precoces anos no acampamento guerrilheiro do monte
Bektu, sede da resistência aos japoneses. Esteve, depois, com o pai durante
a luta contra a bárbara agressão norte-americana. Após destacar-se no
movimento de jovens e graduar-se na universidade, em junho de 1964 começou a
trabalhar, como funcionário, no Comitê Central do Partido do Trabalho da
Coréia. Em 1972, foi eleito membro do Comitê Central e, em 1980, passou a
fazer parte da Comissão Política do partido, eleito por seu VI Congresso.
Como secretário de Organização do partido, tornou-se o principal colaborador
de Kim Il Sung, responsável pela industrialização e tecnologia, além de
acumular o comando das forças armadas.
Como relata Kim Il Sung
em suas memórias, foi Kim Jong Il quem sistematizou a filosofia conhecida
como Idéia Zuche, que coloca a independência como principal atributo do
homem, de onde decorre que a principal questão na transição para uma
sociedade livre é, precisamente, a ideológica.
Devido às suas grandes
contribuições, Kim Jong Il é o sucessor de Kim Il Sung na liderança do país
e, em 1997, foi eleito secretário geral do Partido do Trabalho da Coréia.