|
Chávez expõe a rapina
da Exxon: “pagava 1 a cada 100 barris que levava”
O
presidente Hugo Chávez realizou seu programa Alô Presidente de domingo, dia
16, desde a Faixa Petrolífera do Orinoco, no município Independência,
estado de Anzoátegui, esclarecendo os motivos da ação norte-americana que
usa como ponta de lança a Exxon Mobil para arremeter contra PDVSA, e, por
conseguinte, contra a Venezuela. O mandatário forneceu informações
mostrando que se trata de uma das reservas petroleiras maiores do mundo,
com cerca de 300 bilhões de barris de petróleo, “uma reserva para uns 200
anos, tanto para Venezuela, como para uma boa parte do resto do mundo”.
Possui 23 poços ativos que, em média, produzem diariamente 35 mil barris de
cru. “Nós retomamos o nosso patrimônio, acabou-se o saque”, afirmou.
A
petroleira dos Rockefellers reagiu à nacionalização anunciando uma ação
judicial, estranhamente julgada numa corte inglesa, que propõe o
congelamento de ativos da estatal PDVSA.
“A
oligarquia e a oposição venezuelanas perderam a vergonha pátria, porque não
lhes importa entregar o mais sagrado, o mais querido, neste caso, nosso
petróleo”, enfatizou, se referindo à postura anti-nacional da oposição.
Chávez denunciou que os partidos da IV República que dominaram a cena
política do país até 1999, os governos de então, os parlamentos, assim como
a Corte Suprema de Justiça, manobrados pela burguesia pró-ianque, entregaram
a reserva de petróleo da Faixa.
“Nessa época, chamada de abertura petrolífera, os partidos Ação Democrática
e COPEI deram de graça a Faixa, a Exxon Mobil operava numa quarta parte
desse território (300 km2), o resto o tinham de reserva, para continuar,
depois, levando-se nosso petróleo. E diziam que não era petróleo, mas que
era betume, quase como carvão. Era como ter um país gringo dentro da
Venezuela, inclusive os trabalhadores tinham que falar inglês. A cada 100
barris que levavam, pagavam um. Era um saque ao país. Chegou a revolução e
deteve isso, daí as agressões e ataques do imperialismo”, assegurou.
Também fez menção a um editorial do jornal Washington Post que disse que se
a Venezuela não vendesse petróleo aos EUA, seria ela que entraria em
colapso. “Se os EUA pudessem prescindir do petróleo venezuelano, há muito
tempo já teriam feito um boicote contra a indústria petroleira de nosso
país”, ponderou.
Hugo Chávez esclareceu que o seu governo não tem entre suas intenções
suspender o envio de petróleo para os EUA, “sempre e quando esse país não
agrida a Venezuela”.
|