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Depois de atuar na
conspiração separatista no Kosovo, Philip Goldberg vira embaixador dos
EUA na Bolívia
O presidente da
Bolívia, Evo Morales, denunciou que alguns setores separatistas, ligados
ao governo da província de Santa Cruz, “pretendem copiar o acontecido em
Kosovo”, onde o parlamento obedecendo ordens dos Estados Unidos declarou
ilegalmente a independência da Sérvia.
“Hoje fui informado
que setores extremistas que promovem o separatismo em Santa Cruz
pretendem imitar Kosovo. Devemos preservar a unidade do país ante essas
tentativas que não favorecem a nenhum setor nacional, são ações de
grupos a serviço dos interesses norte-americanos”, afirmou Evo, em
reunião com camponeses da região de Carangas, do estado de Oru-ro, que
entregaram seu apoio ao governo.
A Agência Boliviana
de Informação, ABI, publicou na quarta-feira, dia 20, o currículo do
embaixador dos EUA na Bolívia, Philip Goldberg, que revela que antes de
assumir o cargo no país andino foi ativo participante, desde o começo,
da agressão imperialista a Iugoslávia, que aconteceu na década dos
noventa e provocou sua desintegração.
Entre 1994 e 1996,
Goldberg foi funcionário do Departamento de Estado americano na Bósnia,
quando estourou o conflito entre a máfia albanesa e as forças de
segurança da Sérvia.
Depois foi
“assistente especial” do embaixador Richard Holbro-oke, artífice da
divisão do país e do golpe contra Slovodan Milosevic.
Goldberg ficou um
período nos EUA e retornou aos Bálcãs para dirigir a missão
norte-americana em Prístina, capital de Kosovo, desde onde apoiou o
viciado julgamento no falso tribunal de Haia contra Milosevic, morto em
março de 2006.
A agência estatal
citou o professor Roger Tuero, da Universidade Gabriel René Moreno, que
alertou que “não é por acaso que esse senhor é transladado de Kosovo
para a Bolívia. O perfil de cada embaixador é determinante para a
diplomacia dos EUA”.
Morales conclamou a todos os setores sociais a
refletir e defender a unidade do país.
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