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Putin: “Proclamação de independência do Kosovo é ilegal e imoral”
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou na
terça-feira, 19, que a ação unilateral do Kosovo de declarar a separação do
território é “inaceitável”.
“Dizem que o período de transição no Kosovo finalizou, mas isso não é
verdade. A resolução 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas diz que
este período de transição deve durar até que as partes, cito textualmente,
‘alcancem uma resolução final política’”, acrescentou Lavrov.
O
governo russo já havia declarado que não aceitaria nenhum resultado
rejeitado pela Sérvia. “Nós achamos que o apoio a uma independência
unilateralmente declarada por Kosovo é imoral e ilegal”, afirmou o
presidente da Rússia, Vladmir Putin, na véspera do anúncio unilateral. “A
integridade territorial dos países é garantida pelos princípios básicos da
lei internacional”.
O
Brasil criticou, em nota, a separação unilateral, acrescentando ser a favor
da “continuidade de negociações sob os auspícios das Nações Unidas e
considera que uma solução deve dar-se no âmbito multilateral”.
O
governo da Sérvia afirmou que a “independência unilateral viola a soberania
e a integridade territorial da Sérvia”.
No
Conselho de Segurança da ONU, reunido em caráter de urgência no dia 19 por
iniciativa da Rússia e da China, o recém-eleito presidente sérvio, Boris
Tadic, exigiu a anulação desse ato unilateral e o respeito à resolução 1224,
que reconhece a soberania da Sérvia sobre Kosovo. “Se os senhores fizerem
vista grossa a este ato ilegal, quem lhes garante que partes de seus países
não vão declarar independência da mesma forma ilegal”, advertiu Tadic.
O
primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, declarou que o seu país não
aceitará a criação de um “Estado falso” e que rejeitará “todas as decisões
da União Européia para enviar uma missão civil a Kosovo”.
“Enquanto o povo sérvio existir, Kosovo será Sérvia”, disse.
O
governo chinês declarou “profunda preocupação” com a independência e chamou
o Kosovo a encontrar a solução através da negociação com a Sérvia.
O
ministro do exterior da Espanha, Miguel Moratinos, anunciou que seu país não
aceitará a separação. “Nós não vamos reconhecer porque consideramos que isso
não respeita a legislação internacional”, acrescentou o chanceler espanhol.
Grécia, Chipre, Romênia, Bulgária, Azerbaijão, Geórgia, Sri Lanka e
Eslováquia também repudiaram a separação sob ocupação do Kosovo.
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