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Fidel se atribui uma nova missão
para seguir combate ao império
Por
50 anos, o maior líder da atualidade mostrou, no exercício do poder, que um
país pequeno pode ser independente, construir o socialismo e barrar a
arrogância imperialista. Agora anuncia que seguirá "até o último fôlego,
como soldado das idéias"
O Comandante Fidel Castro,
líder comunista cuja contribuição à luta de libertação dos povos é só
comparável às de Vladimir Lenin, Josef Stalin, Mao Tse Tung, Ho Chi Min, Kim
Il Sung e Che Guevara, anunciou que não aspira nem aceita o cargo de
Presidente do Conselho de Estado e Comandante em Chefe na sessão do
Parlamento cubano, prevista para o próximo 24 de fevereiro.
Em mensagem divulgada na segunda-feira, dia 18, Fidel expôs que trairia sua
consciência se mantivesse uma responsabilidade que requer uma mobilidade e
entrega total, que hoje não está em condições físicas de oferecer.
CONTINUIDADE
A continuidade da Revolução, a confiança nos quadros que assumem a direção
do país, e a unidade em torno da defesa do socialismo, foram aspectos
abordados pelo líder.
Lembrou que ao falar de sua saúde, sempre se preocupou em evitar ilusões
que, no caso de um desenlace adverso, trariam notícias traumáticas ao povo
cubano no meio da batalha. “Prepará-lo para minha ausência, psicológica e
politicamente, era minha primeira obrigação depois de tantos anos de luta.
Nunca deixei de assinalar que se tratava de uma recuperação ‘não isenta de
riscos’”, assinalou.
“Afortunadamente - indicou no texto - nosso processo conta ainda com quadros
da velha guarda, junto a outros que eram muito jovens quando se iniciou a
primeira etapa da Revolução. Contam com a autoridade e a experiência para
garantir a substituição”.
O povo cubano viveu com tranqüilidade a decisão, que será certamente honrada
no próximo domingo, quando a Assembléia Nacional do Poder Popular dará posse
aos novos deputados e será formado o Conselho de Estado. Já a Casa Branca e
alguns desavisados revelaram mais uma vez seu incômodo com a força e exemplo
de Cuba e deram vazão à sua ânsia vã de anular os feitos da revolução
dirigida por Fidel.
VITÓRIAS
A participação de Fidel nas lutas do povo cubano, nas suas grandes vitórias,
foi enorme. Conduziu a luta popular contra a ditadura de Batista e,
principalmente, contra seu chefe, o imperialismo norte-americano, sem a qual
não teria sido possível a conquista da segunda e definitiva independência do
país. Fidel, como autêntico revolucionário, elevou-se e cresceu como lutador
e dirigente na medida em que avançou a capacidade de luta de seu próprio
povo; na medida em que houve a necessidade de enfrentar novos desafios.
A partir daí, a construção de uma sociedade socialista numa economia
atrasada, dependente e enfrentando um bloqueio feroz e prolongado; a
sobrevivência do ideal socialista, após a derrubada da URSS e outros países;
a solidariedade com a luta revolucionária de outros povos do mundo, em um
exercício exemplar de internacionalismo, em que se destacam a ajuda para
erradicar o analfabetismo, para vencer doenças, graças a milhares de médicos
e professores cubanos que trabalham voluntariamente em muitos países do
mundo; são algumas das batalhas enfrentadas e lideradas por Fidel. E a
batalha das idéias, que é sem dúvida fundamental na luta revolucionária da
humanidade inteira, para desmascarar as mentiras com as quais o imperialismo
busca esmagar as pessoas.
Certamente, Fidel ainda dará enormes contribuições ao processo de mudanças
que amadurece na nossa América e no mundo. E os revolucionários cubanos,
liderados por Raúl Castro, manterão o rumo de vanguarda do primeiro país
socialista do continente.
SUSANA SANTOS
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