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Eduardo de
Oliveira, do CNAB:
Criação do Ministério
resgata dívida do
país com os seus
afro-descendentes
“Temos
a certeza de que Edson Santos será um grande nome à frente da Secretaria, como
demonstrou em toda a sua trajetória no movimento estudantil, como líder
comunitário e como político que sempre colocou a luta dos negros na ordem do
dia”, afirmou o presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, professor
Eduardo de Oliveira, presente na cerimônia de posse do ministro em Brasília.
Eduardo de Oliveira ressaltou a importância do
projeto de Lei enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Lula, anunciado
oficialmente durante a cerimônia, para transformar a Secretaria em Ministério da
Igualdade Racial.
“A criação do Ministério só fará crescer a nossa
responsabilidade para propor e executar ações afirmativas públicas para
enfrentar a imensa desigualdade existente entre as etnias no Brasil e reparar
uma injustiça histórica que prejudicou com mais contundência os
afro-descendentes no nosso país. Estamos esperançosos de que o Congresso atenda
aos anseios da comunidade negra, expressos na iniciativa do nosso presidente
Lula, e confiantes de que este projeto seja aprovado em breve”, disse.
Segundo o presidente do CNAB, “a inclusão da
história da negritude no currículo escolar, as quotas nas universidades
públicas, a indicação de vários ministros negros, e a nomeação de um negro para
o STF, entre outras medidas que fortaleceram a auto-estima do nosso povo e já
promovem profundas mudanças no nosso país, vão se consolidar ainda mais com a
criação do Ministério. Os avanços que já alcançamos com a criação da Secretaria
vão ser ainda mais efetivos com o Ministério”.
“No Brasil, a mudança desta mentalidade e deste
comportamento de desigualdade racial é um fato concreto nos dias de hoje, muito
graças a atuação do governo, mas muito ainda precisa ser feito. As cotas para os
negros nas universidades são parte visível da política de ações afirmativas. É
uma iniciativa muito importante e mostra a determinação do governo federal em
inovar o programa de educação”, declarou o professor.
De acordo com o presidente do CNAB, as cotas
abriram as portas para a população negra oriunda das escolas públicas,
historicamente afastada das universidades pela condição financeira. “Valendo-se
desta oportunidade, os afro-descendentes não apenas passam a ingressar em maior
número nas nossas universidades, como sobretudo nos diversos setores da
administração pública e privada”. |