O impacto da crise dos EUA no Brasil: como enfrentar–1

 NILSON ARAÚJO DE SOUZA*

 Depois de iniciada, no segundo semestre de 2007, a crise financeira nos EUA, detonada pela implosão da bolha do mercado hipoteco-imobiliária, deflagrou-se, a nível internacional, o debate sobre seu impacto nos chamados países emergentes, dentre eles o Brasil. Um momento importante desse debate ocorreu por ocasião do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, em janeiro de 2008.

Três posições vêm sendo postuladas a partir de então. A primeira “tese” é a de que haveria um “descolamento” da economia dos países emergentes em relação às turbulências na economia estadunidense. Nessa visão, esses países sofreriam um impacto pequeno à medida em que estão mais preparados para enfrentar crises internacionais. Isto porque contariam com grandes volumes de reservas cambiais, um forte superávit na balança comercial; além disso, sua dinâmica econômica interna vem sendo fortemente influenciada pelo crescimento da demanda interna.

Essa posição foi defendida em Davos pelo ex-vice-presidente do Banco Mundial e Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz. Segundo ele, “o Brasil é um dos poucos países que terá um pouco mais de facilidade para atravessar a tempestade” (Cit. In Dantas, Fernando. “Brasil é visto com otimismo e cautela”. O Estado de S.Paulo, 24.01.2008, p. B5).

Aqui no Brasil, ela é representada principalmente pelos principais membros da equipe econômica, sobretudo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ainda que tenham se concentrado na questão brasileira, é possível situá-los entre aqueles que vêm postulando o “descolamento” do conjunto dos países emergentes, já que os principais deles se encontram em situação semelhante à do Brasil.

Segundo Meirelles, “Hoje em dia, vivemos num regime de câmbio flutuante, não mais de câmbio fixo, e temos reservas (em moeda forte) muito elevadas. Esta combinação de fatores positivos na área externa é extremamente vigorosa. Hoje, o saldo das contas externas brasileiras deixa claro que, mesmo numa situação de catástrofe internacional, teremos uma capacidade de resistência muito longa, suficiente para que o câmbio flutuante possa fazer os ajustes necessários sem pânico. Além disso, houve um ajuste interno. Hoje, temos a dívida pública líquida total que representa um percentual cadente do PIB. Temos também um Banco Central que tem dado provas sistemáticas de seu compromisso com o regime de metas inflacionárias. É isso que faz com que a economia esteja estabilizada. Pela primeira vez no Brasil estamos colhendo o que chamo de ‘os dividendos da estabilidade’. Durante muitos anos, só tivemos o custo da estabilização, mas a estabilidade nunca chegava” (Meirelles, Henrique. Entrevista à revista Época, 11.02.2008).

A segunda “tese” postula que, ao contrário, os países emergentes serão afetados pela crise. Em Davos, um dos principais defensores dessa posição foi o ex-secretário do Tesouro dos EUA, Lawrence Summers: “O Brasil está numa posição muito melhor do que quando tivemos dificuldades econômicas no passado, mas acho que qualquer um que confie totalmente na tese do descolamento está fazendo uma aposta arriscada” (Cit. in Dantas, cit.). 

 “DESCOLAMENTO”

 No Brasil, entre os que defendem essa posição está o ex-diretor do Banco Central, Alkimar Moura. Diz ele: “não existe descolamento no mercado. A queda nas Bolsas reflete isso. Se o problema americano for suave, aí estamos relativamente protegidos. Se for maior, tem efeitos diretos e indiretos como queda nas exportações” (Apud Sciarretta, Toni. “Economistas colocam em xeque tese de ‘descola-mento’”. Folha de S.Paulo, 19.01.2008, p. B5).

Posição semelhante, ainda que por razões diferentes, é defendida pelo atual representante brasileiro na diretoria do FMI, Paulo Nogueira Batista Jr. Segundo ele, “ninguém imagina, é claro, que o nosso país ficará imune à crise, especialmente se ela for longa e profunda” (Batista Jr., Paulo Nogueira. “Reforçar as defesas externas”. Folha de S.Paulo, 31.01.2008, p. B2).

O impacto, segundo Moura, se refletiria, sobretudo, na queda das exportações; já Batista Jr. concentra sua análise nos “pontos de vulnerabilidade”, expressos, principalmente, no significativo volume de recursos especulativos dentro do país.

A terceira “tese” defende a posição de que, ao contrário do “deslocamento”, o que estaria havendo seria o “recolamento”. Na sua formulação original, em lugar de serem afetados pela crise nos EUA, os países emergentes é que iriam puxar as grandes economias. Foi apresentada em nível internacional pelo Banco Mundial, para o qual o forte crescimento econômico dos países emergentes poderia impedir uma maior desaceleração da economia mundial (Bird. “Perspectivas econômicas globais 2008”).

Essa posição foi defendida no Brasil pelo ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros. Usando, figurativamente, a “teoria dos dominós” e partindo da constatação de que os países emergentes (liderados pela China) vêm contribuindo com um percentual maior no crescimento mundial e tendem a aumentar esse diferencial em 2008, conclui Barros que a economia dos emergentes poderia ajudar a alavancar a economia mundial (Barros, Luiz Carlos Mendonça de. “Papel crepom ou aço?”. Folha de São Paulo, 08.02.2008, p. B2).

Consideramos que, contraditoriamente, cada uma dessas postulações tem alguma coisa de verdade. Mesmo que tenham sido formuladas para analisar o impacto da crise estadunidense no conjunto dos países em desenvolvimento, elas têm sido aplicadas ao caso brasileiro. Para examinar essa situação, consideremos dois cenários: um de curto prazo e outro de médio/longo prazo. No cenário de curto prazo, devemos examinar o impacto da turbulência financeira deflagrada nos EUA sobre a situação financeira do país; no médio/longo prazo, examina-se o impacto tanto da turbulência financeira quanto da desaceleração (dela derivada) da economia estadunidense sobre a balança comercial e a atividade econômica no Brasil.

Comecemos pelo primeiro cenário. Consideramos corretas as alegações de que o Brasil está mais imune ao impacto de crises financeiras internacionais. Três fatores possibilitam ao país defender-se melhor de uma eventual contaminação financeira da crise externa, a saber:

a) a existência de um elevado volume de reservas cambiais que, em 20 de fevereiro de 2008, atingiu o montante de US$ 188,2 bilhões (Fonte: BCB. Disponível em: www.bcb.gov.br. Acesso em: 21.02.2008);

b) a existência de um saldo positivo na balança comercial que, no período 2005-07, esteve, em média, em torno de US$ 43 bilhões anuais (Ibid.);

c) o fato de que, em janeiro de 2008, conforme anúncio do BC, o país se tornou um credor líquido externo, já que as reservas internacionais – que são aplicadas no exterior - superaram a dívida externa em US$ 4 bilhões (Ibid.).

Essa contaminação poderia provir de duas fontes: a) os gestores dos grandes bancos e fundos financeiros internacionais poderiam, para fazer face a prejuízos sofridos com a desvalorização de seus ativos financeiros (US$ 5,2 trilhões apenas no mês de janeiro de 2008), tentar retirar recursos aplicados em países em desenvolvimento, como o Brasil, provocando uma fuga de capitais e de reservas e, em conseqüência, uma desvalorização descontrolada das nossas moedas; b) esses mesmos gestores poderiam, igualmente, realizar ataques especulativos a determinados países em desenvolvimento, retirando deles seus capitais, a fim de forçar seus bancos centrais a elevar as taxas de juros.

 TURBULÊNCIA

 No Brasil, desde que a crise estadunidense inaugurou-se no segundo semestre de 2007, tem havido uma ou outra turbulência na bolsa de valores (com destaque para o mês de janeiro de 2008, quando houve uma queda de 6,88% ao longo do mês - Cf. “Bolsa de SP deve reabrir com queda”. Folha de S.Paulo, 06.02.2008, p. B1 -, mas, no dia 20 de fevereiro, a bolsa já havia recuperado essa perda, enquanto o Dow Jones dos EUA permanecia com uma perda de 12% no ano), mas, até agora, não se registrou qualquer fuga de capitais. Ao contrário, nossas reservas aumentaram nesse período: entre o fim de outubro de 2007, quando a situação se agravou a nível mundial, e o fim de janeiro de 2008, nossas reservas cresceram quase US$ 20 bilhões, de US$ 167,8 bilhões para US$ 187,5 bilhões (Fonte: BCB. Disponível em: www.bcb.gov.br. Acesso em: 19.02.2008). No mês de janeiro, apesar de ter havido uma certa fuga de capital estrangeiro da bolsa de valores (R$ 4,85 bilhões. Cf. “Bolsa de SP...”), as reservas aumentaram em US$ 7,2 bilhões (fonte: BCB), revelando que, mesmo tendo saído da bolsa, os capitais não se evadiram do país. 

Mas, isso não significa que estejamos imunes a um eventual ataque especulativo ou à saída de capitais para cobrir prejuízos dos bancos e fundos nos países centrais. Só significa que o país está com mais “bala na agulha” para enfrentar uma situação como essa. Segundo Meirelles, “hoje, o saldo das contas externas brasileiras deixa claro que, mesmo numa situação de catástrofe internacional, teremos uma capacidade de resistência muito longa, suficiente para que o câmbio flutuante possa fazer os ajustes necessários sem pânico” (Cf. revista Época, cit.).

O presidente do BC tem razão ao afirmar que, “mesmo numa situação de catástrofe internacional, teremos uma capacidade de resistência muito longa”. O problema é que, para ele, o “ajuste” será promovido pelo “câmbio flutuante”, ou seja, pela ação dos especuladores internacionais sobre o comportamento da nossa taxa de câmbio. Ora, se houver uma fuga em massa de capitais, poderá haver uma rápida, forte e atabalhoada desvalorização do real. É óbvio que o real está muito valorizado e começa a prejudicar as exportações e a acelerar as importações, mas em nada ajuda a economia brasileira uma desvalorização muito rápida, forte e atabalhoada, pois isso poderia trazer a inflação de volta. Além disso, a tendência do próprio Meirelles, num quadro como esse, seria voltar a elevar a taxa de juros e o superávit primário para desestimular a saída de capitais e tentar bloquear o retorno da inflação. Esse tipo de “ajuste” significaria, na prática, torpedear o processo em curso de retomada do crescimento da economia.

E possibilidade de uma fuga em massa de capitais existe, ainda que não seja a tendência principal. Há um fato que tem sido pouco divulgado e que foi trazido à baila pelo economista Paulo Nogueira Batista Jr. no artigo anteriormente citado. Diz ele o seguinte: “em dezembro último, a dívida externa de curto prazo por vencimento residual chegou a US$ 64 bilhões. O estoque de investimentos de portfólio de não-residentes (basicamente ações e títulos de renda fixa) alcançou US$ 204 bilhões. O passivo externo de curto totalizava, portanto, algo como US$ 270 bilhões em fins de 2007” (Batista Jr, op cit.).

Ou seja, ainda que, em termos de dívida externa, como assinalamos anteriormente, o país seja credor líquido, a situação financeira externa do país não está equacionada, pois existe muito mais capital especulativo de não-residentes dentro do país do que reservas cambiais (US$ 270 bilhões contra US$ 188 bilhões). Isso significa que uma fuga em massa de capitais poderia fazer evaporar as reservas, como ocorreu em 1998. Diante dessa circunstância, não basta esperar que o câmbio flutuante promova o ajuste. Caso venha a se manifestar essa ameaça de fuga de capitais, o governo teria que estar preparado para bloqueá-la a fim de proteger nossas reservas. Para isso, alguma forma de controle do movimento de capitais especulativos teria que ser implementada. Um dos instrumentos seria a centralização do câmbio no Banco Central. Caberia, também, diversificar a aplicação das reservas no exterior, já que está muita concentrada em títulos dos EUA, ou seja, do país que é o epicentro da crise.

 *Economista, professor e membro do Secretariado  Nacional do MR8

 Continua na próxima edição.


Primeira Página

 

Página 2

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O impacto da crise dos EUA no Brasil: como enfrentar–1

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Página 3

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Página 4
 

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Página 5

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Cartas

Página 6

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Página 7

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Página 8

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LULA ORIENTA PT A NÃO TREPIDAR COM ARENGA GOLPISTA CONTRA RENAN

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SEM NADA CONTRA RENAN, GOLPISTAS APELAM PARA QUE ELE SE ENFORQUE

MÍDIA GOLPISTA MUDA DE ACUSAÇÃO CONTRA PRESIDENTE DO SENADO

VOTO DO RELATOR ENTERRA ESCROQUERIA DA MÍDIA GOLPISTA CONTRA RENAN

PARA LULA, ATO DE NÃO RENOVAR A LICENÇA DA RCTV FOI DEMOCRÁTICO

OEA APROVA PROJETO DA VENEZUELA PARA DEMOCRATIZAR MÍDIA

"TEMOS QUE APRENDER A RESPEITAR AS LEIS DE CADA PAÍS", DIZ LULA

RENAN MOSTRA PROVAS DA TORPE ESCROQUERIA DE VEJA E SUAS FONTES

RENAN REFUTA CALÚNIAS E CONCLUI DISCURSO SOB APLAUSO DO SENADO

MÁFIAS ELIMINADAS POR LULA SÃO OS RESTOLHOS DO DESGOVERNO DE FHC

EMENDA 3 É AGRESSÃO AO MAIS PRIMÁRIO DOS DIREITOS TRABALHISTAS

LULA DIZ QUE RESPEITO À LEI MAIOR O IMPEDE DE CANDIDATAR-SE EM 2010

RECONHECIMENTO DAS CENTRAIS AMPLIFICA A DEMOCRACIA NO PAÍS

MANTEGA QUER REDUÇÃO DO "COMPULSÓRIO" PARA ACELERAR QUEDA DO JURO

 

CENTRAIS CONVOCAM A MOBILIZAÇÃO GERAL EM APOIO AO VETO DE LULA À "LEI DA ESCRAVIDÃO"

 

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COMPRA DA TIM CRIA MONOPÓLIO ILEGAL DA TELEFÔNICA NO BRASIL

"VAMOS GARANTIR A PRIMAZIA DO TALENTO SOBRE AS FORTUNAS"

PSDB, PFL, MP-SP, CPI E MÍDIA GOLPISTA ACOBERTARAM BINGOS

JURO NÃO CAI PORQUE MEIRELLES INSISTE EM TOMAR DE TODOS PARA DOAR AOS BANQUEIROS

INDEPENDÊNCIA ENERGÉTICA UNE AMÉRICA DO SUL

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LULA: "OPOSIÇÃO QUER CRIAR CPI PARA ENTRAVAR A APROVAÇÃO DO PAC"

LULA DÁ TODO PODER À FAB PARA PÔR BIRUTAS DE AEROPORTO NA LINHA

LULA DIZ AOS EUA QUE RELAÇÃO BRASIL-IRÃ NÃO É DA ALÇADA DE BUSH

SENADO ISOLA BUSH E COMEÇA A VOTAR RETIRADA DO IRAQUE

 

 DIRETORES DO BC E FORÇAS OCULTAS DO MERCADO FLAGRADOS EM REUNIÃO SECRETA

 

TV PÚBLICA É DEMOCRACIA. MONOPÓLIOS DE MÍDIA SÃO SUA NEGAÇÃO

 

"VEJA" ABRE CRUZADA FASCISTA CONTRA REDE PÚBLICA DA TELEVISÃO

 

ANATEL ABRE A PORTEIRA PARA O CARTEL DAS TELES DOMINIAR A TV DO BRASIL

 

BUSH SAI DA AMÉRICA DO SUL MAIS ISOLADO DO QUE NA CHEGADA

 

BUSH NÃO QUER COMPRAR NOSSO ÁLCOOL, QUER AS NOSSAS USINAS

 

ÁLCOOL: EUA INVESTEM 2 BILHÕES DE DÓLARES PARA DESNACIONALIZAR A PRODUÇÃO DO BRASIL

 

SOLUÇO NA BOLSA DE NY E JURO INSENSATO DE MEIRELLES FAZEM CAIR BOLSA NO BRASIL

 

LULA CONVOCA TABARÉ A SE UNIR A HERMANOS E NÃO AO BIG BROTHER

 

LULA A MORALES: "ANTES DE SERMOS PRESIDENTES SOMOS COMPANHEIROS"

 

TURBA QUER COMBATER CRIMES LINCHANDO OS MONSTROS QUE CRIOU

 

LULA CONCLAMA O PT A MANTER O RUMO E "NÃO A ATIRAR NO PRÓPRIO PÉ"

 

PROMESSA DO COPOM DE MANTER JUROS ALTOS ACIRRA CRISE CAMBIAL

 

 LULA CORRIGE CONTAS DA PREVIDÊNCIA: "DÉFICIT" ERA SÓ TRUQUE CONTÁBIL

 

DRT EMBARGA OBRA NO BURACO DE SERRA

 

"CHAVEZ FOI ELEITO 3 VEZES DA FORMA MAIS DEMOCRÁTICA"

 

MEIRELLES TRAVA QUEDA DE JUROS PARA SABOTAR PLANO DE CRESCIMENTO

 

PAC: LULA ANUNCIA INVESTIMENTOS DE R$ 500 BILHÕES NO DESENVOLVIMENTO

 

OMISSÃO, GANÂNCIA E NEGLIGÊNCIA FIZERAM RUIR O TÚNEL DO METRÔ

 

SANHA PRIVATISTA GERA TRAGÉDIA NAS OBRAS DA LINHA 4 DO METRÔ-SP

 

LULA SUSPENDE A PRIVATIZAÇÃO DAS RODOVIAS FEDERAIS

 

EUA INTIMA FANTOCHES A VOTAR LEI DO ASSALTO AO PETRÓLEO IRAQUIANO

 

LINCHAMENTO DE SADDAM EXIBE MISÉRIA MORAL DE BUSH E SUA KLAN