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CARTAS
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Ongs
estrangeiras
O general Enzo Martins Peri,
diante da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado,
reconheceu que o Exército não tem condições de guarnecer satisfatoriamente
as fronteiras da Amazônia. Isso foi um chamado à lucidez para aqueles que
ainda acham que deixar nossas florestas, e com elas fronteiras e riquezas,
nas mãos de ongs e empresas internacionais que, além de surrupiar patrimônio
do nosso povo, açulam os brasileiros que lá vivem contra a Nação é medida de
“desenvolvimento sustentável”. Em tempos de incertezas internacionais, já
avisou alguém, redobram a ganância e a cobiça externa sobre a Amazônia tão
conhecidas dos brasileiros. Tanto ribeirinhos moradores da floresta, quanto
aqueles de origem indígena que lá vivem são brasileiros e devem ter orgulho
disso, e defender sua Pátria. Que o reaparelhamento das nossas Forças
Armadas seja rápido e, sem xenofobia, que sejam expulsos de nossas terras
estrangeiros que atentam contra nossa soberania.
Thomas Albino – Cuiabá (MT)
Curitiba
Curitiba tem muito a ser melhorado desde o
transporte coletivo, onde nota-se em horários de pico grandes superlotações
em linhas tanto alimentadoras, quanto aos famigerados ligeirinhos, que em
determinados momentos transformam-se em verdadeiro sufoco!!! Nas unidades de
saúde ainda (ao contrário da propaganda da prefeitura nas emissoras de TV)
falta solidariedade por parte dos profissionais de saúde. A comunidade
curitibana da periferia (a verdadeira) não tem lazer, não tem parque bonito
e cuidado. Na região da Cic, o bosque do trabalhador chegou ao limite total
de descaso e abandono, um depósito de lixo! A iluminação pública é um
fracasso, a prefeitura quer poupar energia usando lâmpadas à base de
mercúrio que deixa as ruas pouco iluminadas. Mas na fatura de energia
elétrica está lá o aumento escandaloso por um produto de baixa qualidade!
Por que a municipalidade não fecha de uma vez o lixão extra-esgotado do
bairro Campo Santana? Será que a Secretaria de Meio Ambiente não tem
capacidade de diálogo e responsabilidade com os municípios envolvidos? Tem
cidadão que está fila da Cohab desde 1994 e continua a pagar aluguel, pois
os lotes e imóveis desta companhia de habitação têm suas prestações em valor
de imobiliária e quem de fato realmente precisa não é beneficiado!
Administrar com solidariedade e espírito popular e humano é o que falta
dentro dos valores cristãos baseados na pessoa desprovida de cidadania é o
que esperamos com uma cidade que almejamos!
Célio Borba
– Curitiba (PR)
Barão do
Ecstasy
Acabo de ver no “Fantástico”, reportagem sobre o
“barão do ecstasy” que veio de ser liberado (mediante hábeas corpus) pelo
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Além de procurar mostrar as
razões da concessão do HC, exibiu-se uma breve entrevista com o traficante.
Porém, as perguntas que lhe foram feitas (pelos menos as que foram colocadas
no ar) foram insatisfatórias. A rigor não cabia só ouvir o que ele acha
sobre a liberdade alcançada e o seu futuro. Interessa conhecer, isto sim, o
que um traficante pensa a respeito da juventude que se consome com as drogas
que ele vende (doenças irreversíveis até a morte), se ele tem filhos e
netos, o que ele pensa de seus filhos e netos consumirem drogas, se ele dá
(ou daria) drogas para seus filhos e netos (já que isso para ele é fácil) e,
ainda, como ele encararia saber que seus filhos e netos são consumidores de
drogas e que se valem de furtos e roubos para comprar a droga que ele vende.
Essas perguntas e as respectivas respostas deveriam ser colocadas no ar,
inclusive com análise de especialistas. É importante conhecer como pensa o
outro lado, o lado do traficante, sobretudo a respeito dos estragos que
provocam.
Pedro Luis
de Campos Vergueiro – por correio eletrônico |