Dirceu esclarece em nota pontos da entrevista à Piauí
“Nota à imprensa
Divulguei “nota à imprensa” no dia 04 deste mês
para esclarecer pontos pouco claros, imprecisos e até incorretos da reportagem a
meu respeito publicada pela primeira edição deste ano da revista Piauí.
As informações, como friso em outra nota deste
blog, terminaram usadas ao sabor dos humores da mídia a meu respeito. Alguns
veículos foram objetivos ao transmití-las para bem informar seus leitores.
Outros o fizeram com a habitual má vontade que tem em relação a mim e às
notícias sobre o PT.
Para afastar quaisquer dúvidas dos meus
companheiros e dos leitores deste blog, transcrevo a seguir a nota na íntegra:
“A propósito da entrevista concedida à revista
Piauí, edição janeiro/2008, e diante da repercussão em vários veículos de
comunicação, gostaria de prestar os seguintes esclarecimentos, já transmitidos
também à revista:
01) Não fiz acusações relacionadas à compra da
sede do PT em Porto Alegre. Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que
o prédio fora comprado com recursos ilegais e que a oposição falou em “sacos de
dinheiro”, mas que a Justiça e uma CPI investigaram exaustivamente os fatos e,
ao final, o PT gaúcho e os dirigentes alvo da denúncia foram absolvidos. Esse,
aliás, era o foco dos meus comentários. Acrescentei, ainda, que no decorrer de
todo o processo o Diretório Nacional do PT manteve apoio aos companheiros
citados na denúncia da oposição. Não os pré-julgou - não só pela solidariedade
partidária, como pelo respeito ao direito sagrado à presunção da inocência. O
que destaquei a jornalista, então, é que a recíproca não ocorreu e que quando
acusado não recebi o mesmo tratamento de alguns dirigentes do PT gaúcho. Estes
não levaram em conta sequer a presunção da minha inocência.
02) Em nenhum momento fiz considerações sobre
filho do presidente Lula. A jornalista, e não eu, na reportagem cita Fábio Luiz
da Silva, filho do presidente da República. Em seguida passa a se referir ao
jornalista, Luiz Costa Pinto, conhecido também como “Lula”, em Brasília, sobre o
qual fiz as considerações publicadas. Fábio Luiz não é jornalista e nem é
conhecido como Lulinha. Mas, da forma como foi publicada, a reportagem induz os
leitores a confusão, leva-os a acreditarem que eu falava do filho do presidente
da República quando me referia ao jornalista.
03) Nunca afirmei que Delúbio Soares participou
de jantar comigo e com os deputados Antônio Palocci e José Genoíno no
apartamento do deputado João Paulo Cunha. Não poderia fazê-lo porque Delúbio
simplesmente não participou deste jantar.
04) Não cogitei fretar um avião para o Panamá
quando enfrentei transtornos no aeroporto de Barajas, em Madri. Viajava para São
Domingos e se alugasse aeronave, o faria direto para a República Dominicana,
para não perder uma audiência marcada há meses. O que avaliei, se conseguisse um
vôo direto para a Cidade do Panamá, era se valia a pena, pelo custo, alugar um
avião para São Domingos, na República Dominicana.
05) José Oviedo, mencionado na reportagem, foi
conselheiro político na embaixada da República Dominicana em Brasília e não
embaixador. O encontro do ex-presidente do governo da Espanha, Felipe Gonzalez,
seria com Maurício Fumes, candidato da oposição e não com o presidente de El
Salvador. O presidente da República de El Salvador não precisaria da minha ajuda
para marcar uma reunião.
06) Finalmente, gostaria de esclarecer ainda:
fui presidente da União Estadual de Estudantes de são Paulo - UEE-SP e não da
União Nacional dos Estudantes - UNE; MOLIPO é a sigla de Movimento de Libertação
Popular e não Movimentação de Libertação Popular.
JOSÉ DIRCEU”