|
Retomada da operação para a liberação de Consuelo e
Clara anunciada por Chávez
O
governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, deu declaração na
quarta-feira. Dia 9, de que autorizava a operação para resgate de Clara
Rojas e Consuelo Gonzáles, retidas pelas Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia (FARC) que informaram de sua liberação neste dia. A libertação
deverá ocorrer no estado de Guaviare.
As FARC
enviaram as coordenadas do local onde se encontram as retidas ao presidente
venezuelano, Hugo Chávez, que logo informou o fato e em seguida pediu
autorização ao governo colombiano para o inicio da operação.
GUAVIRE
Chávez
informou que o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro,
enviou à chancelaria da Colômbia uma comunicação formal para pedir a
autorização, “para que, oxalá, amanhã a primeira hora os helicópteros
venezuelanos com a Cruz Vermelha Internacional sigam para Guaviare”.
“Nós
participaremos desta missão humanitária, a qual foi anunciada por Chávez e
autorizada pelo governo colombiano”, afirmou Yves Heller, porta voz do
Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em declaração à imprensa de Bogotá.
O
governo da Colômbia, através do Alto Representante pela Paz, Luis Carlos
Restrepo, anunciou que dará “todas as garantias” para que a missão
humanitária culmine na liberação das retidas.
“O
governo colombiano reitera que estamos oferecendo todas as garantias para a
que a libertação possa se concluir com grande êxito”, afirmou Restrepo. “è
basicamente uma coordenação entre os dois governos, com a responsabilidade
direta e participação da Cruz Vermelha”, destacou.
DECLARAÇÕES
Após a
primeira tentativa de libertação, alguns funcionários do governo de Uribe
emitiram declarações contraditórias. O chanceler colombiano, Fernando Araújo,
chegou a declarar que seu país “não tolerará mais comissões humanitárias
internacionais”, para o resgate de retidos pelas Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (FARC), afirmando que “essas comissões são
formadas por pessoas que não conhecem a situação colombiana nem as FARC”.
Restrepo, por sua vez, afirmou, dois dias depois, que o governo da Colômbia
colaboraria com autoridades internacionais na missão humanitária.
Eram
membros da comissão, delegados presidenciais vindos da Argentina, Brasil,
Bolívia, Equador, Cuba, França e Suíça. O ex-presidente argentino Nestor
Kirchner representou o seu país. O ministro das Relações Exteriores, Marco
Aurélio Garcia, representou o Brasil.
|