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Soldado do Iraque executa capitão e sargento
dos EUA que espancavam uma iraquiana grávida
O soldado iraquiano Kaissar Saady al-Juboory
abateu dois invasores norte-americanos – um capitão e um sargento - que
arrastavam pelos cabelos uma mulher iraquiana grávida, durante uma patrulha
conjunta no dia 26 de dezembro. Além dos dois mortos, o tiroteio terminou
com outros três feridos. Após o incidente, al-Juboory foi preso por um
comando conjunto capacho/invasor e levado ao centro de torturas militar de
Al-Ghizlany, em Mossul.
O coronel Hazim al-Juboory, tio do soldado
acusado, disse à agência de notícias IPS que seu sobrinho disparou quando os
norte-americanos se negaram a atender seu pedido para que parassem de bater
na mulher iraquiana. “Kaissar é um soldado profissional que se colocou
contra estes norte-americanos que arrastavam uma mulher pelos cabelos,
brutalmente”, afirmou o oficial. “Meu sobrinho é um homem de tribo e um
árabe honrado, que não pode aceitar esse tipo de conduta. Matou o capitão e
o sargento sabendo que poderia acabar executado”, acrescentou.
Um morador de Mossul, em anonimato, informou à
IPS que “o soldado, que depois soubemos ser Kaissar, gritou para os
norte-americanos: Não, não, e o capitão, por sua vez, gritou com ele. Então,
Kaissar gritou: Deixem a mulher, seus f.d.p. E em seguida começou a
disparar”, contou o iraquiano.
Iraquianos de todas as partes começaram a se
referir ao soldado al-Juboory como “herói” que sacrificou sua vida pela
honra nacional. “Todas as tribos estão orgulhosas de Kaissar. Agora é um
herói e seu nome não será esquecido”, declarou o xeque Juma Al-Dawar.
“Este é outro exemplo da unidade do povo
iraquiano apesar das conspirações políticas dos norte-americanos e seus
capachos”, disse à IPS, Mohammad Nassir, em Bagdá. “Kaissar é amado por
todos os iraquianos, que rezam por sua segurança e que estão dispostos a
colaborar materialmente com seu bem-estar”, acrescentou.
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