Edison Lobão Filho diz que “há má-fé na reportagem de Veja”
O empresário Edison Lobão Filho (DEM/MA), que
pode assumir a vaga do pai, senador Edson Lobão (PMDB/MA), caso seu nome seja
confirmado para o Ministério das Minas e Energia, refutou as acusações
veiculadas em “Veja” desta semana, segundo a qual teria utilizado a empregada
doméstica Maria Lúcia Martins como testa-de-ferro em uma empresa distribuidora
de bebidas no Maranhão para ocultar dívidas.
“Há má fé na reportagem, evidenciada pelo tom
desrespeitoso com que a revista se refere a mim e reforçada pelo fato de o
repórter ter me dito que já havia me entrevistado na quinta-feira, quando na
verdade havia conversado com uma pessoa que se fez passar por mim, de um
telefone que não é nem nunca foi meu, e para o qual o repórter da revista ‘Veja’
ligou - num flagrante de falsidade ideológica que o repórter da ‘Veja’ ignorou”,
afirmou Edison Lobão Filho, em nota divulgada na segunda-feira (14).
Na matéria, o empresário é acusado por “Veja” de
transferir ações da empresa de bebidas Bemar para o nome da empregada doméstica,
em 1999, utilizando documentos falsos. Maria Lúcia Martins trabalhava na
residência de seu ex-sócio, Marco Antonio da Costa, que era casado com Maria
Luiza Thiago de Almeida.
“Refuto veemente a insinuação da Revista Veja de
que eu teria tomado uma atitude dessas para ‘fugir do fisco’. Não tenho motivo
algum para fugir de nada”, continuou Lobão Filho, assinalando que no contrato de
transferência das cotas, Marco Antonio Costa assumira todos os débitos passados
e futuros da empresa.
“Jamais disse que me arrependi de tal atitude,
apenas afirmei que não conhecia a Maria Lúcia e que, se soubesse que se tratava
da empregada doméstica, não teria concordado com aquela alteração contratual”,
acrescentou.
Segundo a matéria de “Veja”, o empresário teria
tomado a medida porque a Bemar estava com dívidas de R$ 5,5 milhões junto ao
Banco do Nordeste. Maria Luiza, ex-esposa de Marco Antonio, disse que a dívida
com o fisco seria de R$ 7 milhões.
Edison Lobão Filho declarou que foi sócio da
empresa de junho de 1997 a outubro de 1998, ano em que decidiu deixar a
sociedade e transferir suas cotas de participação para pessoas ligadas ao então
sócio. “Por indicação dele, e tendo recebido a alteração contratual das mãos do
próprio, transferi as cotas de minha participação na empresa para a mãe dele e
para Maria Lúcia Martins a quem eu não conhecia e não conheço, mas que me foi
dito pelo próprio Marco Antonio tratar-se de pessoa da sua confiança”, contou.
Acredito que fatos antigos só estão sendo remexidos para tentar criar um clima
de intimidação em virtude da minha condição de suplente de senador”, completou.