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Eletricitários
repudiam privatização da Cesp: “Energia deve estar nas mãos da população”
“A privatização da empresa
representa uma ameaça aos funcionários, pois não há garantias de que serão
mantidos seus empregos. Além disso, haverá comprometimento da qualidade do
serviço prestado, como ocorreu no caso da Eletropaulo, após ser
privatizada”, afirmou o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo, Antonio Carlos dos Reis Salim, durante protesto da entidade na
audiência pública na Bovespa, na terça-feira (15), onde foi marcado o leilão
da Companhia Energética de São Paulo.
De acordo com o presidente,
“para mantermos os direitos dos trabalhadores e a qualidade dos serviços
prestados à sociedade, realizaremos manifestações contra a privatização da
empresa”.
Salim também preside a
Federação dos Empregados nas Empresas de Geração, Transmissão e Distribuição
de Eletricidade no Estado de São Paulo e é vice-presidente da União Geral
dos Trabalhadores (UGT).
“A energia elétrica, que é um
serviço essencial à sociedade e ao crescimento da economia, deve ser tratada
com muita atenção. Não devemos permitir que caia em mãos de quem não terá
compromisso com a população de oferecer um serviço com qualidade”, afirmou.
Para privatizar a Cesp, o
governo do PSDB injetou mais de R$ 5,5 bilhões para “sanar” a estatal. A
entrega da Companhia está sendo coordenada pelo banco norte-americano
Citibank, que teve sua incompetência anunciada na última terça-feira: um
prejuízo líquido de quase US$ 10 bilhões no quarto trimestre de 2007 (ver
matéria nas páginas 7 e 3). É com esse tipo de “grupo”que o governo de São
Paulo faz negócios.
A Cesp é a maior Companhia
Energética do estado e a terceira maior do país, responsável por 60% da
energia produzida em São Paulo e por 10% da gerada em todo o Brasil. A
estatal, que conta com seis usinas hidrelétricas, é sobrevivente do desmonte
do setor energético promovido pelos sucessivos governos do PSDB em São
Paulo.
Desde 1996, durante a gestão
Mário Covas, a sanha privatista dos governos tucanos já entregou para a
iniciativa privada as distribuidoras de energia elétrica CPFL, Eletropaulo e
Elektro, empresas de geração e transmissão de energia como a Cesp Tietê,
Paranapanema e a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP),
adquirida em leilão pela empresa colombiana ISA, em junho de 2006 - empresas
resultantes do esquartejamento da Cesp -, além da Comgás.
Até o ano passado, Serra
negava sistematicamente que privatizaria a Cesp, e as 17 estatais que
restaram em São Paulo, como a Sabesp (saneamento básico e abastecimento de
água), Nossa Caixa, Metrô, Imprensa Oficial, CDHU (habitação), CPTM
(transporte), Dersa (construção, fiscalização e administração de estradas),
Emae (energia), Cosesp (seguros), Cetesb (saneamento ambiental), Prodesp
(processamento de dados) e EMTU (transporte), todas já avaliadas pelo banco
Fator.
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