|
CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Torcida
O mundo
civilizado e apreciador da paz com justiça, torce para que o próximo
presidente dos EUA seja um dos dois mais fortes candidatos concorrentes do
Partido Democrata. Tratam-se dos senadores Barack Obama e Hillary Clinton.
Se Deus quiser, um deles deverá ser eleito no próximo pleito e, com isso, a
política beligerante e parcial exercida por Bush e seu Partido Republicano
acabará. Possivelmente, a partir dessa “torcida”, com a vitória de Obama ou
Hillary, o mundo poderá respirar um pouco melhor, literalmente falando.
Chega de gente que semeia guerras e ódio entre os povos, principalmente os
do Oriente Médio, a comandar a maior potência do planeta.
Fernando Cezar – correio
eletrônico
Palestina
A
artilharia das milícias israelenses não pára de jogar seu ódio e raiva em
cima do povo palestino, pois hoje mais palestinos foram assassinados.
Enquanto isso, Bush tenta fazer um bloco militar de alguns países contra o
Irã para desestabilizar a situação no Oriente Médio. Olha que paz e
democracia que os EUA querem implantar no Oriente Médio! Enquanto a corrida
para a presidência dos EUA está forte, não vou apostar em nenhum deles, pois
para mim não tem diferença nenhuma entre todos. Todos querem construir um
império forte, gigante e dominar nossos países, mas cada um deles tem uma
estratégia diferente para conseguir isso.
Hussein Hussein – correio
eletrônico
Livros
Escrevi,
já, sobre iniciativas interessantes para se conseguir acervo e iniciar uma
biblioteca em uma entidade, associação, escola, bairro, comunidade. Uma
delas era uma campanha de um grande supermercado pedindo doação de livros
para criar uma biblioteca numa pequena escola de interior. O retorno foi
bom, uma boa quantidade de bons livros – principalmente infanto-juvenis –
foi arrecadada, uma nova biblioteca foi formada e muitos pequenos estudantes
foram beneficiados. Estudantes que estão a uma grande distância de uma
biblioteca municipal ou estadual – o que significa custo de passagens de
ônibus para chegar até lá – e também não têm acesso à internet. Eis que, na
semana passada, participei de uma gincana no trabalho, para confraternização
e comemoração do aniversário da empresa. E sabem qual era uma das tarefas?
Além do leite em pó ou em pacote, para doação a comunidades carentes,
marcava ponto quem trouxesse mais livros em bom estado ou novos, com bom
conteúdo para constituir uma biblioteca em uma entidade de assistência à
crianças carentes e escolas de primeiro grau mais distantes. Fiquei feliz
pela iniciativa e pela participação: centenas de livros – no geral bons
livros, uma boa maioria deles livros infantis e infanto-juvenis, mas também
romance, poesia, crônica, didáticos, auto-ajuda, técnicos. Fiquei surpreso
com a qualidade e quantidade das obras.
Luiz Carlos Amorim -
Florianópolis (SC)
Requião
A censura
prévia que o Ministério Público Federal, através do despacho do juiz Edgard
Lippmann Júnior, está tentando submeter o governador do Paraná, Roberto
Requião, se caracteriza como mais uma manobra a fim de esconder escusos
interesses das grandes elites. Requião denunciou, há algum tempo, os
privilégios concedidos a procuradores e promotores de justiça. Hoje, estes
tentam usar de sua instância de representação, o MPF, para tentar retaliar o
governador. O que esses homens não contavam é que ditadura, o verdadeiro
povo brasileiro nunca aceitou, e não é por agora que aceitará. Todas as
diversas manifestações de solidariedade e apoio à Requião demonstram essa
posição. Que o governador do Paraná continue apontando o dedo para os
grandes, assim como faz com os monopólios de mídia existentes em nosso país.
Que continue não se intimidando. O povo paranaense o elegeu justamente por e
para isso.
Luciana Vasconcelos – Rio de
Janeiro (RJ)
Metrô
Após um
ano do buraco do metrô, nós temos a impressão de que não conseguimos ver o
tempo passar. A tragédia que abalou o mais importante estado do país
continua sem culpados, sem causa. A impressão é que buscam fazer com que a
memória apague as lembranças, a má administração, a privatização, o descaso,
a impunidade. As famílias que ficaram desabrigadas ou perderam seus entes
queridos nunca esquecerão, nem nós, que assistimos a tudo estagnados. E
enquanto existirem veículos de mídia que não se dobram aos grandes
interesses monopolistas, assim como o “Hora do Povo”, esses não nos deixaram
esquecer. A omissão e o crime culposo executados pelo governo do estado de
São Paulo não vão passar em branco, nem que o troco venha através de votos,
ou da ausência deles.
Bia Rezende – São Paulo (SP)
.
|