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Correa: “Iniciamos o resgate de um Estado seqüestrado e saqueado”
O
presidente do Equador, Rafael Correa, apresentou no último dia 15 o seu
informe à nação diante da Assembléia Constituinte no encerramento do seu
primeiro ano de governo e da Revolução Cidadã.
“As
políticas impulsionadas durante este ano pelo governo da Revolução Cidadã
têm mudado radicalmente os princípios e orientações, privilegiando o ser
humano sobre o capital, a aventura da dignidade à nefasta solvência do
servilismo”.
INVESTIMENTOS
Um dos
principais pontos destacados por Correa foi a significativa inversão no
setor social. Segundo o presidente equatoriano, pela primeira vez o
pagamento da dívida social superou o pagamento da divida externa.
“Foi o que
dedicamos ao bem-estar de nossa gente e não aos credores externos”,
ressaltou ao enfatizar que “não nos interessa quão bem estão os ricos, o que
nos interessa é quão menos mal estão os que menos têm”.
Correa
ressaltou que as mudanças incluíram a recuperação da planificação e a
formulação do Plano Nacional de Desenvolvimento 2007 – 2010, o novo plano de
reorganização e reestru-turação dos organismos de desenvolvimento regional,
melhorar a concessão e a distribuição dos recursos públicos e o sistema
nacional de compras públicas.
O presidente
equatoriano recordou aos membros da Constituinte os principais problemas que
enfrentou no início de sua gestão, “um Estado seqüestrado e saqueado pelos
grupos de poder, um Estado hierarquizado, burocratizado e ineficiente (...).
Profundas distorções na distribuição de recursos e rigidez nas gerências
orçamentárias”, explicou.
O líder
equatoriano destacou o papel que a Constituinte desenvolverá nos processos
de mudança do país. “A Assembléia Nacional Constituinte permite avistarmos
um novo Estado, no qual se superem as heranças do perverso modelo
institucional e de desenvolvimento que corrompeu a atuação das entidades
estatais e do sistema político, seqüestrou as Cortes de Justiça, submeteu as
decisões do Congresso Nacional ao arbítrio dos proprietários dos partidos
políticos e condenou a suposta independência dos organismos de controle às
máfias políticas”, destacou.
PÁTRIA DE
TODOS
Ao definir a Revolução Cidadã Correa afirmou que:
“Buscamos a pátria de todas e de todos, a pátria para todas e para todos, a
pátria em que a eqüidade e a igualdade de oportunidades não seja retórica, a
pátria em que os Direitos Humanos e Civis sejam exercidos por homens
mulheres, crianças e entre eles, os mais pobres os esquecidos e
marginalizados da história e da vida”.
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