Tim esclarece
que não foi comprada pela Vivo
Em nome da diretoria, a assessoria de imprensa da TIM ligou para o HP para
esclarecer que a TIM não foi comprada pela Vivo (Telefónica), segundo matéria
publicada na edição nº 2.633 sob o título “Teles estrangeiras querem monopolizar
transgressão à lei”.
Recapitulando, a TIM é uma empresa do Grupo Telecom Italia, que tinha, até abril
de 2007, como controlador o grupo de investimentos Olimpia, cujo maior acionista
era a Pirelli. Naquele mês, a Telefónica anunciou na Europa a compra de 100% da
participação da Pirelli na empresa dona da TIM por cerca de 4,1 bilhões de euros
(aproximadamente US$ 5,58 bilhões), com apoio dos bancos italianos Assicurazioni
Generali, Intesa San Paolo e Mediobanca e da família Benetton.
No Brasil, a Telefónica já era dona de 50% da Vivo. Segundo os números da
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no segundo trimestre do ano
passado o “market share” das operadoras de telefonia móvel apontava 28,35% para
a Vivo e 25,78% para a TIM. Ou seja, ao controlar as duas operadoras de
telefonia móvel, a Telefónica ficou sob seu guarda-chuva com nada menos que 54%
dos clientes de telefone celular no país – sem contar a Telemig -, contrariando
as próprias regras estabelecidas pelos privatizadores das telecomunicações.
Em outubro, a Anatel decidiu que “cada empresa - Vivo e Tim Brasil - deverá
manter-se independente, com personalidade jurídica, diretoria e plano de
negócios próprios. Não poderá haver, portanto, fusão, superposição de licenças,
imposições tecnológicas de uma empresa sobre a outra, ou acordos mercadológicos
entre elas”. De acordo com o relatório do conselheiro da Anatel Antonio Bedran,
“tal como aprovada, a anuência prévia preserva o mercado concorrencial no
Brasil”. Porém, nada disso altera o fato de que quem controla a Vivo é a
Telefónica, idem em relação à TIM.
Para a Anatel, temos a Telefónica/Vivo concorrendo com a Telefónica/TIM. A dona
é a mesma, mas há “livre concorrência”. Se o cliente não estiver satisfeito com
uma, migra para outra. Ou vice-versa. Ou até mesmo, se alguém preferir, o
contrário do vice-versa, como diria o saudoso Barão de Itararé, que está tudo em
casa.
VALDO ALBUQUERQUE
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