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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Torcida
Há razões para que a oposição e a mídia estejam
desesperadas: os sucessos do governo Lula. Tanto que chegam a rogar pragas:
afirmam que tudo que aconteceu de ruim no famigerado governo FHC, que fez o
povo banir nas urnas o PSDB/PFL, do poder, vai se repetir no governo Lula.
Prevêem apagões, epidemias, caos na economia, desemprego, juros
estratosféricos, miséria. O desespero é tão pungente que – pasmem, meus
amigos – tem gente comemorando a queda na Bovespa, como ocorreu 2ª feira,
reclamando que queda de 6% é pouco, tem que chegar a mais de 10%; e ficaram
indignados ontem, 22/1, porque a Bovespa fechou em alta de 4,45%. Vou ser
sincera: dou boas gargalhadas ao ler o desespero da oposição e da mídia. O
presidente está coberto de razão quando diz que a oposição está torcendo
contra o seu governo; de fato, esses néscios estão torcendo contra o Brasil,
estão torcendo contra o povo brasileiro. Mas o pior está por vir para a
oposição e para a mídia tresloucada, pois chegaremos em 2010 sem apagão, sem
crise econômica, sem FMI, com geração de emprego em alta, com juros em
queda, sem inflação, com muitas obras do PAC realizadas, muitas em
andamento. As fontes dessas citações da torcida do quanto pior melhor são os
comentários nos blogs da oposição e de alguns blogueiros jornalistas
inconformados com o sucesso do presidente Lula. Esses comentários eu faço
questão de ler para me divertir muito.
Jussara Seixas
– por correio eletrônico
MASP
Sim, realmente o MASP tem uma missão a cumprir.
Porém, os membros da sua administração não estão à altura dessa missão que é
sobretudo a de prover a segurança de seu acervo representativo de uma imensa
fortuna em dinheiro e cultural. Foi necessário a ocorrência do furto para
que uma atitude viesse a ser tomada. Ficou patente a ineficiência, a
incompetência, a incapacidade, a inaptidão da administração do Museu, não
mais apenas com relação à gestão das finanças (o que já ficara patente com o
recente corte do fornecimento da energia elétrica), mas, também, então, com
relação à segurança do acervo. Afinal, o dinheiro disponível deveria ser
precipuamente aplicado em tudo que fosse necessário para garantir o máximo
de proteção possível das obras de arte do acervo: e pelo visto não era.
Pedro Luis de
Campos Vergueiro – por correio eletrônico
Carnaval
O processo de evolução do nosso carnaval
transformou-o numa autêntica ópera de rua, ou, como querem outros, no mais
criativo e democrático Festival de Artes do planeta. A imaginação e a emoção
simbolizam o corpo e alma do artista. Da mais famosa passarela - a Marquês
de Sapucaí – à mais simples viela, a nossa musicalidade desfila a sua maior
riqueza – a diversidade de seus ritmos – como o samba, originário do batuque
africano. Ao lado da música, a literatura se faz presente com o samba-enredo
que pode reescrever o nosso descobrimento ou relembrar os ciclos do nosso
desenvolvimento e a pintura retratar o colorido da nossa flora e da nossa
fauna. A escultura homenageia as nossas celebridades, as artes plásticas
fazem o lixo se transformar em luxo. A dança exibe todo nosso “jogo de
cintura”. A fotografia, o cinema, artes cênicas e gráficas, todas elas se
fazem presentes na fantasiosa corte do Rei Momo. A nossa geografia tem sido
motivação para os compositores explorarem os milhares de quilômetros de
nossas belas praias, o imenso “mar verde” da selva Amazônica, o paraíso
ecológico do Pantanal, as serras e cachoeiras do sul, a biodiversidade da
mata atlântica e todas as riquezas naturais, deste país continente.
Faustino
Vicente - Jundiaí (SP)
Fernando
Pessoa
Garimpando pelos meus guardados, mais exatamente
meus aposentados discos de vinil – não há lugar em apartamentos para se
guardar qualquer coisa – achei mais uma relíquia. Primeiro foi “O Menino
Poeta”, vocês se lembram? Poesia de grandes poetas cantada e declamada para
crianças desde a mais tenra idade. Agora foi a vez de um LP (que coisa
antiga, não é?) com músicas cujas letras são poemas de Fernando Pessoa e
seus heterônimos. O disco tem o título de “A música em Pessoa” e traz
quatorze poemas musicados por Tom Jobim, Sueli Costa, Francis Hime, Ritchie,
Milton Nascimento, Edu Lobo, Olívia Byington, Arrigo Barnabé, Dori Caymmi e
Nando Carneiro. Um disco eterno, para se ouvir e sentir. Sempre. Poder-se-ia
dizer que é um livro sonoro, que nos possibilita apreciar a poesia universal
de Pessoa e ao mesmo tempo a boa música de bons compositores. Um casamento
perfeito. O disco é de 1985, mas será sempre um disco novo, uma obra-prima
que mais amantes da poesia e apreciadores da boa música devem ter a
oportunidade de conhecer.
Luiz C. Amorim
– por correio eletrônico |