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Presidente destaca aumento de salários e
nacionalização dos recursos naturais
Evo,
dois anos de gestão: pagamentos da dívida externa reduzidos à metade

Durante seu informe em
razão do término de seu segundo ano de governo, na quarta-feira, 23 o
presidente boliviano Evo Morales dirigiu-se ao povo destacando o avanço
em aumento do emprego, redução de despesas com a dívida externa,
controle dos recursos naturais do país, elevação dos salários,
distribuição de terra e desenvolvimento da extração mineral entre outros
itens positivos.
Em um informe detalhado de quase seis horas diante do Congresso
Nacional, o presidente relatou que em seus dois anos de governo foi
conquistada a redução de mais da metade da dívida externa boliviana,
atualmente em 2,1 bilhões de dólares.
De acordo com o chefe de Estado, a dívida externa antes de assumir a
presidência era de 4,942 bilhões de dólares e no fim de 2006, mediante
negociações, chegou a 3,2 bilhões de dólares.
Em 2004 foram pagos US$ 552,2 milhões, enquanto que em 2006 apenas US$
256,94 milhões para o pagamento, de acordo com dados do Instituto
Nacional de Estatísticas.
Pelos cálculos da Agência Boliviana de Informação (ABI), em 2005 a
dívida per capita boliviana era de 524 dólares e hoje é de 219 dólares.
Evo ratificou seu compromisso de seguir com empreendimentos sociais, com
ênfase em saúde e educação – incluindo bolsas para estudantes carentes -
graças aos recursos provenientes da nacionalização dos recursos naturais
bolivianos. Os salários dos trabalhadores bolivianos aumentaram 7% e 6%
no biênio, respectivamente, contra nenhum aumento nos dois anos
anteriores.
Ao ressaltar que soma-se à redução da dívida o bom desempenho econômico
que atravessa o país, Morales informou que a Bolívia possui 5,3 bilhões
em reservas internacionais. Em 2005 a reserva era de 1,7 bilhão.
A respeito do crescimento econômico, Morales afirmou que entre os anos
de 1985 e 2005, o crescimento foi de cerca de 3%. Baseado nos dados da
Comissão Econômica para América Latina e Caribe, informou que em dois
anos de seu governo o crescimento médio é de 4,42% e prevê que em
dezembro de 2008 a média suba para 4,6%.
O PIB per capita cresceu de 876 dólares, em 2005, para 1308 dólares, em
2007.
No caso da balança comercial, detalhou que ao assumir o governo, o saldo
era de 605 milhões de dólares e em 2007 atingiu a cifra de 1,4 bilhão.
112 mil empregos foram criados no primeiro biênio de Morales.
Estes avanços ocorreram apesar da sabotagem dos setores oligárquicos,
que pretendem se beneficiar da entrega dos hidrocarbonetos e realizaram
distúrbios propagandeando a divisão do país, tentando tirar a defesa dos
recursos naturais e o direcionamento de seus lucros para benefciar o
conjunto da população nos Estados ricos nestes recursos usando para isto
o bordão da “autonomia”.
As ruas centrais de La Paz foram tomadas por populares que saudavam
estas conquistas. Dirigentes da Central Operária Boliviana deram
declarações sobre os avanços. |