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Chávez: “Acabaremos com a especulação no comércio de produtos”
O
presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que seu governo “acabará com a
especulação no comércio de produtos”. “Não se pode permitir que um grupo de
capitalistas intermediários pague uma miséria aos produtores e vendam a um
preço muito alto nas cidades”, afirmou Chávez durante a realização de uma
assembléia com produtores no estado de Lara.
ALIMENTOS BÁSICOS
Chávez
informou que pediu ao ministro para Alimentação, Feliz Osorio Guzmán, que
aumente consideravelmente o número de caminhões utilizados pelo Mercado de
Alimentos (Mercal) para o comércio direto entre os produtores e os
consumidores finais. A medida visa também, ampliar o abastecimento de
alimentos, minado por grupos de especuladores que impedem a distribuição de
alimentos básicos à população com o intuito de aumentar os preços dos
produtos.
No último
dia 21, o ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, anunciou que o
governo “importará 150.000 toneladas a mais de alimentos, de maneira que,
quando esgotarmos estes estoques (74.000 toneladas) nestes dois meses, já
tenhamos a reposição, e assim sucessivamente, até derrotar o
desabastecimento e o desvio”, afirmou.
“Um dos
objetivos é que o Estado estruture a cadeia de alimentação para somar os
produtores nacionais às redes comerciais de distribuição”, destacou o
ministro.
O ministro
destacou que, para a comercialização dos alimentos, utiliza-se a rede Mercal,
criada em 2003 para que as camadas mais pobres comprem alimentos subsidiados.
“Por meio
desta rede, vamos distribuir, em todo o país, 30.000 toneladas de alimentos
nos próximos dois meses”, destacou Ramírez.
MONOPÓLIOS
Segundo o
ministro venezuelano de Relações Interiores e Justiça, Ramón Rodríguez
Chacín, o governo nacional, juntamente com os governos regionais, está
combatendo os monopólios que permanecem em boa parte da rede de distribuição
de alimentos.
O ministro
ressaltou que o governo está trabalhando para garantir a todos os
venezuelanos o abastecimento apropriado de alimentos.
“Estamos
tratando de levantar a produção nacional para abastecer o mercado
venezuelano”.
Rodríguez
comentou que o governo venezuelano subsidia alguns alimentos de primeira
necessidade, para que o povo venezuelano tenha acesso a estes produtos a um
preço módico. “Preços que na Venezuela são muito mais baixos que no
exterior. Isto acabará com o mercado paralelo, por parte de alguns
comerciantes inescrupulosos, que buscam ganâncias e lucro característicos
dos sistemas capitalistas”.
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