“Bush descuida dos problemas internos
do país”, denunciam líderes democratas
Após o discurso sobre o Estado da União feito
nesta segunda-feira, dia 28 por George Bush, os democratas afirmaram que os
problemas internos do país estão descuidados e contestaram sua visão
otimista sobre a situação da ocupação do Iraque.
A governadora democrata do estado do Kansas,
Kathleen Sebelius, acusou o governo Bush de descuidar da solução dos
problemas nacionais ao enfocar seus esforços na guerra do Iraque.
Sebelius enfatizou que os últimos cinco anos
representaram um alto custo para os Estados Unidos “em vidas perdidas, em
milhares de feridos cujo futuro nunca será o mesmo”. E acrescentou que isso
significa que não foi possível resolver os problemas nacionais, “porque os
recursos foram destinados a outra parte”.
“A política externa dos Estados Unidos nos
deixou com menos aliados e com mais inimigos”, afirmou a governadora.
Além disso, Sebelius afirmou que os Estados
Unidos deveriam dirigir mais esforços à luta contra o terrorismo. Nesse
sentido, manifestou que os americanos estão dispostos a se unir a todas as
nações amantes da paz.
CRISE
ECONÔMICA
O líder da maioria democrata do Senado, Harry
Reid, concordou que é necessário atuar rapidamente diante dos crescentes
indícios de crise econômica, e ofereceu o respaldo da Câmara Alta ao pacote
de estímulos anunciado pelo governo.
No entanto, Reid rejeitou as afirmações de Bush
de que o aumento de tropas no Iraque obteve resultados que não foram
previstos há um ano. “Apesar de aplaudirmos a extraordinária tarefa das
tropas americanas, o reforço não conseguiu concretizar seu objetivo: que o
governo iraquiano alcance a reconciliação política para criar um Iraque
estável”, disse Reid.
Durante seu discurso, Bush pediu ao congresso
que aprove as dotações de fundos para manter as tropas no Iraque e no
Afeganistão.
Frente a essa solicitação, Reid assinalou que
quando chegou à Casa Branca em 2001 Bush “herdou uma instituição militar
pronta para a luta. Agora, precipitou a maior crise na preparação militar
desde a guerra do Vietnã”.
“Os Estados Unidos correm o grande risco de não
estarem prontos para responder a uma crise inesperada”, concluiu Reid.