|

Rede Estadual rejeita
“ajustes” em decreto e professores mantêm greve
Na
sexta, 4 de julho, os docentes reúnem-se no vão livre do MASP. Procuradoria
Regional do Trabalho ajuizou dissídio coletivo para pôr fim a impasse
trabalhista.
Reunidos na sexta-feira, 27, no vão livre do MASP, cerca
de 60 mil professores decretaram a continuidade da greve, iniciada no dia 13 de
junho. Os professores repudiaram os “ajustes” no Decreto 53037/08 propostos pela
Secretaria da Educação, e exigem que o decreto seja revogado. Além disso,
reivindicam reajuste salarial que reponha as perdas acumuladas desde 1998;
garantia de emprego a todos os docentes; melhorias nas condições de trabalho
para a garantia de um processo de ensino-aprendizagem com qualidade, entre
outros itens.
Mais uma vez, a categoria deu nota zero ao governo estadual
pelos ataques à escola pública, pelo desrespeito contra alunos e professores e
pelo autoritarismo adotado pela Secretária Maria Helena Guimarães de Castro.
Após a assembléia, os professores realizaram uma grande
passeata até a sede da Secretaria da Educação denunciando à população os ataques
contra a escola pública e esclarecendo o porquê da greve da categoria.
Os professores voltam a se reunir na próxima sexta-feira, 4
de julho, às 14 horas, na avenida Paulista, cenário ideal para dar visibilidade
ao legítimo movimento da categoria em defesa da escola pública de qualidade para
toda a população.
Ministério Público reconhece justeza da greve
Na manhã de sexta, 27, poucas horas antes da assembléia
dos professores, a Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região convocou a
APEOESP (Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino do Estado de São
Paulo) e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para uma audiência de
mediação, que aconteceu no Núcleo de Dissídios Coletivos. Somente representantes
do sindicato compareceram.
A ausência da secretária da Educação foi entendida pela
procuradora Oksana Maria Dziura Boldo como descaso e por isto ela decidiu dar
entrada com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para
resolver o impasse. Ficou registrado em ata que a ausência da secretária da
Educação na audiência “demonstra como o governo é contra o diálogo e
desconsidera a situação da educação no Estado” e que a titular da Educação vem
sistematicamente desrespeitando os professores e a Educação Pública. |