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Ongs enviam aparato “indigenista” ao exterior
para pressionar o STF
Usando índios aculturados como massa de manobra,
Ongs financiam escalada pela Europa para
pressionar o governo brasileiro e o STF sobre
demarcação da reserva indígena Raposa Serra do
Sol, em Roraima
Visando pressionar o governo brasileiro e a
decisão do Superior Tribunal Federal (STF) sobre
a continuidade da delimitação em área contínua
da reserva indígena Raposa Serra do Sol, e a
permanência ou não de produtores rurais na
região, uma verdadeira escalada do aparato
ambientalista-indigenista internacional está
sendo montada por Ongs estrangeiras e índios
aculturados, manipulados por elas e que agem
como seus porta-vozes. Com esse intuito, desde o
dia 18 de junho, dois coordenadores da Ong
Conselho Indígena de Roraima (CIR), Jacir José
de Souza e a professora indígena Pierangela
Nascimento da Cunha, estão em viagem pela Europa
para angariar apoio para a causa.
A turnê foi inaugurada em Madri, onde a dupla
foi recebida por representantes da Agência
Espanhola de Cooperação Internacional, do
gabinete da Secretaria de Estado de Cooperação
Internacional e da Comissão Parlamentar de
Cooperação Internacional do Congresso dos
Deputados. De Madri, seguiram para Londres e
Lisboa, onde também se reuniram com altas
autoridades e entidades ambientalistas. A
programação inclui ainda Paris, onde se
encontrarão com a ex-primeira dama francesa
Danielle Mitterand, e visita à Comissão
Européia, em Bruxelas. Eles também encaminharam
pedido de audiência com o Papa Bento XVI e
aguardam resposta do Vaticano.
FARSA
Em todos os países por onde estão passando,
conforme denuncia artigo do coronel Hiram Reis e
Silva, professor do Colégio Militar de Porto
Alegre, o vídeo com as imagens dos mais de cem
índios que invadiram a propriedade do arrozeiro
César Quartiero, no dia 5 de maio, e, após se
negarem a sair, foram agredidos por seguranças
do fazendeiro, estão sendo amplamente divulgadas
como se fosse um ataque a aldeia indígena e como
se ataque e agressões a índios fosse fato
corriqueiro no Brasil. É bom lembrar que as
imagens que estão sendo divulgadas foram
gravadas por um índio com câmera digital e
mostradas no Brasil no mesmo dia do ocorrido, no
site do CIR. Na ocasião da invasão, além de
estarem preparados para gravar, os índios também
já contavam com apoio e ambulâncias no local. O
que faz parecer que tudo foi muito bem planejado
e orquestrado pelo CIR, exatamente para ser
mostrado nas andanças européias com o sugestivo
título que está sendo divulgado no site da Ong
Survival: “Filmado: Índios levam bombas e tiros
no Brasil (Caught on film: Indians shot and
bombed in Brazil)” e “Dramático ataque a aldeia
indígena (Dramatic video shows attack on indian
village)”.
O CIR, juntamente com o CIMI (Conselho
Indigenista Missionário), são as filiais
brasileiras da Ong britânica Survival
Internacional (braço da WWF), que, com o apoio
de outras organizações estrangeiras e suas
representantes no Brasil, estão por trás de toda
a mobilização indígena que ocorreu no país nos
últimos meses, com invasão de órgãos públicos,
sequestros e bloqueio de rodovias. Uma das ações
mais graves culminou com a agressão ao
engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende,
que foi esfaqueado por um grupo de caiapós em
Altamira, quando falava sobre o projeto da Usina
hidrelétrica de Belo Monte no encontro “Xingu
Vivo”, organizado por várias Ongs que atuam na
região. Conforme salienta o coronel Hiram Reis,
referindo-se ao que está sendo mostrado sobre
“índios” na Europa, “é sintomático que a covarde
agressão a Rezende tenha sido ignorada”.
Esses eventos, com caráter notadamente midiático,
não são casuais e não são apenas sobre a
demarcação da reserva indígena. Mas, pelos
discursos desses índios representantes de Ongs,
que falam o tempo todo sobre “nações indígenas”,
integram a estratégia para deixar essas vastas
regiões do Brasil intocadas pelo poder público e
preparar o terreno para a “autodeterminação” dos
povos indígenas, como reza a Declaração das
Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos
Indígenas, aprovada pela ONU em 2007, da qual o
Brasil é signatário, e que atualmente tramita
para votação no Senado Federal. Uma campanha com
claro viés separatista para criar um enclave no
país e, assim, deixar a região Amazônica, as
suas enormes riquezas e as fronteiras do país,
entregues a sanha dos interesses escusos dos que
defendem a sua internacionalização e o direito
do mundo sobre ela, num claro atentado a
soberania brasileira.
Todo esse aparato só tem paralelo na campanha
semelhante feita para a demarcação da reserva
Ianomâmi, também em Roraima, efetivada pelo
governo Collor em 1991. Um marco de até onde
pode chegar a submissão ao aparato ambientalista
mundial, visto que até hoje, alguns dos maiores
especialistas em Amazônia, entre eles muitos
militares brasileiros, denunciam que uma tribo
com essa denominação nunca existiu no Brasil e
que o termo Ianomâmi (que significa ser humano)
foi mencionado pela primeira vez por uma
jornalista romena, inspirada por um movimento
encabeçado pela organização “Chistian Church
World Concil”, sediada na Suíça. |