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As investidas
do príncipe Charles na Amazônia
“Senhoras e
senhores, as florestas (tropicais) precisam ser vistas como elas são –
gigantescas utilidades globais, provedoras de serviços públicos para a
humanidade em vasta escala”. Essas palavras são parte do discurso do
príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, em mais uma de suas
investidas na luta pela “preservação” das florestas.
Ao falar dos
esforços empreendidos pelo Brasil e outros países para reduzir o
desmatamento, Sua Alteza disse: “Nenhum desses países pode resolver sozinho
o problema do desmatamento pois, frequentemente, ele é causado pela demanda
de países em desenvolvimento por óleo de palma, carne e soja. O ponto aqui é
que todos nós – o mundo todo – estamos juntos nisso e é por isso que,
juntos, precisamos garantir que todas as medidas necessárias (para conter o
desmatamento) sejam empregadas”.
O discurso foi
feito durante um jantar realizado pela Ong WWF, durante o lançamento do
projeto Iniciativa Amazônica (Amazon Iniciative), em outubro do ano passado.
Na ocasião, Charles anunciou o seu projeto, muito mais abrangente,
denominado Rainforests Project (Projeto Florestas Tropicais), que, segundo
ele, vai atuar em conjunto com a WWF.
No dia 5 de junho
deste ano, por ocasião das comemorações do Dia do Meio Ambiente, o mais novo
braço do Projeto Florestas Tropicais foi lançado pelo príncipe, o portal na
Internet dedicado à luta contra o desmatamento e o aquecimento global
antropogênico.
Para anunciar o
portal, Charles publicou um artigo no jornal britânico The Telegraph,
intitulado “Ajude-me a salvar as florestas tropicais”.
“A tarefa é
revisar, desenvolver e propor mecanismos, incluindo soluções legislativas e
de mercado e outras idéias que reconheçam o valor real dos serviços do
carbono e do eco-sistema proporcionados pelas florestas (tropicais)
remanescentes”, disse. Como afirma artigo do portal Alerta em Rede,
“eufemismo ardiloso para ocultar que a querem manter intocada, despovoada e
subdesenvolvida”. “Só mesmo os mais ingênuos, os que desconhecem a História
ou os mal-intencionados podem acreditar que as ex-Metrópoles darão dinheiro
ao Brasil sem qualquer outra exigência - ou ingerência – que não seja a de
manter a ‘Amazônia’ em pé”. |