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Brasil e
Venezuela firmam 21 acordos
O
presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu em Caracas, no dia 27, o
presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, quando assinaram 21 acordos
nas áreas energética, industrial, agrícola, tecnológica, ambiental e de
educação.
Referindo-se aos lençóis de petróleo da Venezuela, o presidente Lula
destacou que “é muita riqueza. Portanto, o povo da Venezuela tem o direito
de sonhar que esse petróleo e a industrialização vinda dele vão permitir que
o povo da Venezuela possa ter um futuro extremamente melhor no século 21 que
no século 20”.
Lula
informou sobre as recentes descobertas de petróleo no Brasil e Chávez
afirmou que as descobertas do Brasil são mais um motivo para a união entre
os dois países. Lula concordou e enfatizou: . “Quanto mais petróleo
encontrarmos na Venezuela e no Brasil, mais poderosos seremos”.
Após a
reunião entre os dois presidentes e outra com os ministros dos dois
governos, a comitiva brasileira foi para a sede da estatal de petróleo PDVSA,
onde cerca de 400 pessoas, a maioria membros do governo venezuelano,
receberam os chefes de Estado.
Durante o
encontro, Chávez apresentou a Lula o andamento do projeto entre a empresa
brasileira Braskem e a petroquímica venezuelana Pequiven para a construção
de empresas de processamento de polietileno, propileno e PVC na Venezuela.
Chávez apresentou os resultados das plantações de soja na Venezuela com
sementes brasileiras.
Além de
discutir a entrada da Venezuela no Mercosul, trataram da comercialização de
gás natural venezuelano para o Brasil e da cooperação industrial e
agropecuária. Os dois países acertaram a troca de energia entre as usinas
hidrelétricas de Guri, na Venezuela, e Tucuruí e Belo Monte, no Pará.
A
Venezuela vai fornecer ao Brasil uma linha de conexão por fibra ótica para
ampliar o acesso à internet de alta velocidade no Norte do país. Os dois
países também vão trocar experiências de tecnologia na área de TV digital. O
Brasil vai ajudar a Venezuela a desenvolver suas áreas industrial e agrícola
por meio dos escritórios da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
(ABDI) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). |