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Presidente
da ANAC quer entregar o setor aéreo aos estrangeiros
A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Paiva,
defendeu, durante evento sobre “Competitividade no Setor Aéreo”, no Rio, a
desnacionalização da aviação brasileira. Ela declarou ser favorável a alteração
do limite de participação de empresas estrangeiras no capital de companhias
aéreas nacionais de 20% para 49%.
“A atenção da agência tem de ser na prestação do serviço eficiente, com
qualidade e segurança. Não importa a estrutura de capital que esteja por trás da
empresa”, disse.
Além do aumento da participação de capital estrangeiro, a presidente da Anac
disse que a política de céus abertos é inevitável para o país. “Liberação de
preços e freqüências é uma parte fundamental da competitividade que o Brasil
precisa e do desenvolvimento que a gente precisa proporcionar”, afirmou, ao
anunciar a liberação de preços em vôos para a América do Sul, que deve vigorar
de forma integral a partir de 1º de setembro.
Ao contrário do que apregoa a presidente da Anac, a lógica dos monopólios
estrangeiros não é aumentar a concorrência, mas sim eliminá-la. Foi assim em
praticamente todos os setores em que eles entraram. Seu objetivo é um só:
aumentar brutalmente seus lucros no país para remetê-los às suas matrizes. Além
da falência das empresas nacionais e das demissões dos trabalhadores, ocorreria
a explosão das tarifas e a deterioração dos serviços, como aconteceu, por
exemplo, no setor de telefonia, majoritariamente nas mãos dos estrangeiros, que,
na semana passada, resultou no apagão da Telefónica, em São Paulo, deixando o
serviço público em colapso.
Solange Paiva é autora do “Fator Previdenciário”, mecanismo que consiste em
aumentar o tempo de contribuição, e consequentemente a idade para o trabalhador
se aposentar, caso não queira perder até 40% do valor da pensão. |