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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Amazônia dos
brasileiros
Confesso a vocês,
meus amigos, que fico profundamente irritado quando estes hipócritas que
destruíram todas as suas reservas naturais, querem se apossar das nossas
reservas, e fazer o mesmo ou pior. Até que enfim o presidente falou algo
para defender nossa soberania, quando afirmou, ao participar do XX Fórum
Nacional, no BNDS, que “o mundo precisa entender que a Amazônia tem dono e o
Brasil, os donos somos nós, brasileiros”.
Roudini, por
correio eletrônico.
Verde econômico
Cada vez se torna
mais presente nos noticiários, em supostos boatos, brincadeiras ou falácias
a idéia da internacionalização da Amazônia para “salvar” o planeta.
Devemos lembrar
que o verde que estão tentando salvar é o verde econômico do papel moeda,
que destrói florestas e riquezas que ainda nem chegamos a conhecer, o verde
que tentam salvar é o da conquista de novos territórios, pois aqueles que já
foram conquistados perderam o verde econômico de outrora por desmedidas e
inconseqüentes ações humanas devastadoras. A Amazônia é nossa ! Ela não
precisa de “cuidados”, ela sobreviveu a guerras e catástrofes, sobreviveu a
ditadura e aos ditadores, ela só precisa de paz para continuar a dar seus
frutos. E nós ? Precisamos de consciência para alcançar a “sustentabilidade”
da soberania dos povos.
Jair Orichio
Junior, por correio eletrônico.
Greve dos
professores
Sobre a
paralisação dos professores da rede estadual paulista, é bom que se diga que
não houve fim da greve, pois o estado de greve permanece. E a decisão do
Ministério Público em não permitir a última manifestação, que ocorreria na
Avenida Paulista na última sexta-feira, abre perigoso precedente, já que
alguém pode, sob o mesmo argumento (o dos hospitais) querer que a Corrida de
São Silvestre não seja mais disputada naquela região. Também o “Fora Collor”
jamais poderia ter ocorrido ali. Sem mencionar as várias manifestações
“anti-corrupção” (na verdade anti-Lula) montadas ali - e que, é facil
prever, não voltarão a ocorrer sob a mesma bandeira “anti-corrupção” em
reação ao caso PSDB-Alstom (ou às centenas de pedidos de CPIs encalhadas na
ALESP).
Mas tudo bem. Se
pudesse dizer isso a cada um dos professores, eu sugeriria como novo local
para suas manifestações o bairro de Higienópolis.
Humberto Amadeu
Capellari, por correio eletrônico
Aposentados
Entre várias
perdas quando nos aposentamos, imediatamente, após a aposentadoria, deixamos
de receber o direito ao auxílio alimentação, além de continuarem a descontar
imposto de renda na fonte. Até parece que nós, aposentados, estamos nadando
em dinheiro, pois tiram tudo o que podem da gente. Quando me aposentei, em
dezembro de 2005, automaticamente foi cancelado o referido auxílio
alimentação e, com isso, não pude mais fazer compras nos supermercados, a
não ser com dinheiro, como se estivesse morrido para meu ex-trabalho. Para
piorar, os senhores do governo continuam a descontar imposto de renda na
fonte, mesmo a gente perdendo grande parte daquilo que ganhávamos quando na
ativa. Em suma: aposentado, para o governo, é morto, e nada tem que reclamar
sobre direitos adquiridos ao longo de mais de 30 anos de labuta. Entrei na
justiça a fim de tentar reaver o que me roubaram, mas perdi todas as causas.
Fernando Cezar,
por correio eletrônico.
Bebida ou
direção
Há muito tempo nos
programas policiais o crime mais abordado é do assassinato de pessoas por
motoristas dirigindo embriagados ou bêbados. São famílias inteiras
destruídas a todo instante. São tantos casos que dispensam citação, porém,
há pouco mais de ano, numa auto-estrada em Jarinu (SP), o empresário Marcelo
Spadaro de Farias matou Ana Lúcia Ferreira de Souza Silva e quatro filhas,
que vinham de uma igreja. O noticiário foi que o empresário fora indiciado
por crime culposo. Figura que precisaria ser mais bem apreciada nos casos de
crimes cometidos com carro. Dolo não é somente a intenção deliberada de
matar, como noticia sempre a mídia nestes casos.
Dolo também é
quando se assume o risco de cometer um crime. Quem dirige após beber, quem
dirige acima da velocidade permitida em locais de grande movimento, como
escolas e hospitais; quem disputa rachas nas avenidas, quem dispara uma arma
no meio de uma multidão sabe que pode matar pessoas. Sabe tanto quanto não
se importa em tirar a vida alheia. E ficam muito mais mortos-vivos.
Pedro Cardoso
da Costa, por correio eletrônico. |