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Organização
não-governamental holandesa ataca produção de biocombustíveis na AL
A ONG
multinacional Friends of the Earth (Amigos da Terra), sediada na Holanda,
vem condenando de forma extrema grandes bancos europeus, não pelas suas
velhas práticas lesivas, mas sim, devido ao financiamento, por eles
efetuado, da expansão da produção de biocombustíveis na América Latina.
Segundo um comunicado lançado pela Amigos da Terra, bancos como Barclays,
Deutsche Bank, HSBC, UBS, Credit Suisse e BNP Paribas, estão investindo
“bilhões de euros na produção e venda de cana-de-açúcar, soja e óleo de
palma nos países da América Latina”. A ONG exige que tais bancos ponham fim
à “todos os projetos prejudiciais” que estão em andamento na região.
A acusação da ONG
é que tais investimentos estão levando inevitavelmente à destruição da
Amazônia e outros ecossistemas, assim como à contaminação de água potável em
países como Brasil, Argentina, Paraguai e Colômbia. Mas não é de hoje que
tais acusações vêm, na verdade, para desmerecer os biocombustíveis,
principalmente o etanol, produzidos no Brasil.
A produção de
biocombustíveis brasileira vem sendo atacada há tempos pela União Européia,
sob argumentos de devastar a Amazônia, utilizar trabalho escravo e, mais
recentemente, roubar áreas de plantio de grãos, sendo responsável pela crise
na produção de alimentos.
O motivo para o
ataque é a competição pelo milionário mercado de biocombustíveis na Europa,
no qual a União Européia não possui condições de disputa contra o Brasil.
Engrossando esse fator, está em discussão na Comissão Européia uma proposta
que torna obrigatório que 10% dos combustíveis utilizados para transporte
nos países-membros proceda de biocombustíveis.
A Amigos da Terra
entre nessa disputa favorecendo seus financiadores. Segundo balanço
financeiro de 2006, dos 2,8 milhões de euros recebidos pela ONG chapa branca
naquele ano, cerca de 2,1 milhões – 75% - é proveniente de doações feitas
por entidades governamentais, quase-governamentais e fundações
filantrópicas, entre outras doações obscuras. O que revela a ligação
existente entre a entidade e os interesses financeiros europeus. |