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Hugo Chávez
nas comemorações dos 197 anos da Independência da Venezuela:
“Do Caribe à
Patagônia, floresce uma grande revolução popular”
Sobre a 4ª
Frota, Hugo Chávez afirmou: “Mais ânimo nos dá para continuar batalhando e
derrotando forças imperialistas e os vende-pátria. Somos livres, e nunca mais
seremos colônia”
Estamos
continuando a independência que não foi concluída. Retomamos as bandeiras da
independência, retomamos o projeto bolivariano que ficou pendente em 1830,
quando as forças do atraso mataram Sucre, e quando mandaram Simon Bolívar
embora. Agora, sim, vamos construir a verdadeira independência venezuelana. A
pátria soberana - livre do império, integrada com os seus irmãos
latino-americanos que começou a semear aqui Bolívar, e que almejaram os líderes
históricos desta terra -, nasce quase 200 anos depois”, afirmou o presidente
Hugo Chávez antes de iniciar o desfile militar de comemoração dos 197 anos da
assinatura da Ata da Independência venezuelana, no Passeio Monumental Los
Próceres, em Caracas.
O presidente
asseverou que no país há uma revolução em marcha, assim como em toda América do
Sul: “E nada, nem ninguém, têm o direito de impedir a vontade do povo de decidir
sobre seu destino. Desde o Caribe até a Patagônia, floresce uma grande revolução
popular, uma grande revolução social que nem a quarta frota, que o império quer,
nos poderá amedrontar”.
BATALHA
“Pelo
contrário”, enfatizou. “Mais ânimo nos dá para continuar batalhando e derrotando
as forças imperialistas e os vende-pátria que pretendem entregar as riquezas
destes países ao império norte-americano. Somos livres, e nunca mais seremos
colônia”, completou Chávez.
“Bem-vindo,
Evo, à Venezuela, pátria irmã, porque somos a mesma pátria, a grande pátria
bolivariana para nossos povos”, manifestou Chávez ao presidente da Bolívia, Evo
Morales, seu convidado de honra, a quem agradeceu a visita, apesar do trabalho
que tem no seu país “no combate contra as forças do obscurantismo, contra isso
que você, general Morao, que comanda este importante desfile, chama de
divisionismo impulsionado por forças do império, pelas oligarquias lacaias que
em cada país pretendem continuar tirando do povo o que é do povo”, disse.
O presidente
Hugo Chávez aproveitou a ocasião para ressaltar que “com esse desfile
evidenciou-se que a Venezuela está aumentado o nível operativo militar e o nível
de combate de suas unidades”, antes equipadas com armamentos ultrapassados,
muitos deles sucateados e já ineficientes.
“Vocês sabem
que estamos sob a ameaça dos planos bélicos dos EUA. Já você o dizia, general
Morao, que não queremos guerra e pedimos a Deus que não haja mais guerras, nem
neste continente, nem no resto do mundo”, frisou. Porém, o presidente citou um
velho adágio que diz que se queres a paz, prepara-te para a guerra.
PAZ
“Disse-o
várias vezes e volto a repetir: nossa Revolução Bolivariana é uma revolução
pacífica, mas não é uma revolução desarmada, ao contrário, esta é uma revolução
armada e aqui, neste desfile, vimos algumas das armas dessa revolução de terra,
de ar, de água, em mãos do povo, dispostos a deixar a nossos filhos uma
verdadeira pátria”, enfatizou Chávez.
Insistiu que
“a única forma de ter pátria e completar a obra de nossa independência, pela
qual estamos lutando desde há quase 200 anos, é construindo o socialismo
venezuelano, avançando por este caminho, por uma revolução socialista,
profundamente democrática para completar a independência, cuja ata foi anunciada
ao mundo num dia como hoje, em 1811”.
Ao concluir o
desfile militar de comemoração do Dia da Independência Nacional, o chefe de
Estado conversou com vários representantes diplomáticos estrangeiros, incluindo
o norte-americano Patrick Duddy.
O encontro
foi breve e Chávez comentou que não importa quem ganhe em novembro próximo a
presidência dos Estados Unidos, mas espera que se abra um caminho em direção ao
diálogo bilateral. |